Participação de pessoas com mais de 24 anos aumenta no mercado de trabalho

Data 29/09/2010

 

Entre 2001 e 2009, o destaque é a participação de pessoas a partir de 50 anos, cujo crescimento registrado foi de 3,6 pontos.

O mercado de trabalho, entre 2001 e 2009, registrou maior participação de profissionais com mais de 24 anos de idade, com destaque para os que passaram dos 50. É o que aponta um estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e divulgado nesta quinta-feira (23).

De acordo com a análise, baseada nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o destaque do período em questão é a participação de pessoas com 50 anos ou mais, cujo crescimento registrado foi de 3,6 pontos percentuais, de 16% para 19,6% da população ocupada. Já os profissionais de 25 a 49 anos apresentaram alta de 1,2 ponto percentual, para 60,6%.

A maior participação de profissionais com mais de 50 anos na força de trabalho pode ser explicada pelo aumento do grupo no total da população brasileira, que foi de 40% entre os anos de 2001 e 2009.

Em contrapartida, houve diminuição da participação de pessoas mais jovens, que integram a faixa etária de 15 a 24 anos. A queda apresentada foi de 3,6 pontos percentuais, passando de 22,6% para 19%. Também foi registrado recuo de 1,2 ponto percentual, saindo de 2% para 0,8%, para o grupo de 10 a 14 anos.

Escolaridade

Em relação à escolaridade, de 2001 a 2009, nota-se que houve um aumento de 15 pontos percentuais da participação de trabalhadores com 11 anos de estudo ou mais, subindo de 31% para 46% da população ocupada.

Nas demais faixas de escolaridade, registrou-se diminuição de aproximadamente nove pontos percentuais para os profissionais com até três anos de estudo, de 24% para 15%, e de seis pontos percentuais para a faixa de quatro a 10 anos, de 46% para 40%.

Esse resultado pode ser explicado por uma combinação de maior escolaridade dos novos profissionais que entraram no mercado de trabalho e maior procura das empresas por trabalhadores mais qualificados.

Rendimento

Com o crescimento do nível de escolaridade entre os ocupados, houve aumento no rendimento real médio. Em 2009, foi registrado o maior valor real desde 2001: R$ 1.068,39. O maior rendimento apresentado foi entre os profissionais com 11 anos ou mais de estudo – R$ 1.601,42.

Os dados indicam ainda que uma expressiva expansão da massa de rendimentos a partir de 2004. Entre 2001 e 2009, ocorreu um aumento de 34,6%, apesar da queda de 2002 e 2003.

Em 2009, devido ao baixo crescimento da população ocupada em comparação aos anos anteriores, houve uma diminuição no ritmo, com alta de 3,4% na massa de rendimentos, abaixo da taxa média da trajetória de crescimento entre 2003 a 2009, que foi de 5,9% ao ano.

Essa notícia foi publicada no Administradores, em 24/09/10.