Pesquisa mostra que maioria das pessoas pode cometer atos antiéticos

Data 11/06/2013

Um estudo feito pela ICTS, empresa de gestão de risco de negócios, mostra que maioria dos profissionais das corporações brasileiras poderiam ir contra a própria empresa em benefício próprio. Segundo dados da pesquisa, 69% dos entrevistados podem ser ou não antiéticos no trabalho de acordo com as circunstâncias. Apenas 11% das pessoas disseram não seguir o código de ética imposto e 20% afirmaram que cumprem as normas.

O levantamento foi feito com 3.211 pessoas de 45 companhias privadas e detalha temas como subornos, presentes, atalhos e denúncias.

Segundo os dados, 56% dos entrevistados somente denunciarão atos antiéticos cometidos por colegas se forem incentivados pela organização. Também foi possível constatar que 52% dos profissionais podem conviver sem restrições com estas atitudes.

O levantamento revelou que 48% das pessoas tendem a adotar atalhos antiéticos para atingir as metas, enquanto 18% dos pesquisados admitiram que furtariam valores consideráveis das empresas.

O suborno seria aceito por 38% dos funcionários dependendo das circunstâncias e 40% disseram que beneficiariam um fornecedor em troca de presentes ou brindes. Além disso, os empregados (28%) responderam que poderiam usar informações confidenciais para proveito próprio ou de terceiros.

De acordo com Renato Santos, gerente da unidade de negócio análise de aderência à ética empresarial da ICTS, nestas condições é importante que as empresas realizem uma gestão de forma clara, contínua e pragmática.

"O primeiro passo para a prevenção desses problemas está na seleção de pessoas com o perfil adequado. Além deste filtro, é preciso influenciar de maneira positiva esta maioria [69%] que tem o comportamento flexível com ações como a criação de um comitê de ética ou canal de denúncia independente, por exemplo", disse em nota.

 


*Essa notícia foi publicada no site Folha de São Paulo, em 10/06/2013

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