Pesquisa revela condições de saúde no mundo corporativo

Data 24/02/2014

A Omint, operadora de saúde líder no segmento Premium, avaliou as condições de saúde de 18 mil executivos entre o segundo semestre de 2012 e primeiro semestre de 2013. A pesquisa foi conduzida pelo Núcleo de Saúde Preventiva da operadora, que considerou dentro dessa amostragem, profissionais entre média gerência e o alto escalão de grandes companhias com atuação no país.

De acordo com o diretor médico da Omint, Caio Soares, a saúde do executivo brasileiro vai bem, por enquanto. "O que mais chama atenção no estudo não são as doenças, mas sim hábitos de vida equivocados, cultivados por conta de uma rotina estressante, e que podem funcionar como uma bomba-relógio, explodindo a qualquer momento", explica Soares.

Para o médico, a Omint espera que os resultados da pesquisa promovam uma reflexão por parte das empresas. "Investir em prevenção deixou de ser supérfluo para se tornar peça fundamental na gestão do benefício saúde", afirma. Ele afirma, ainda, que estimular a prevenção e a substituição de hábitos não saudáveis por hábitos saudáveis certamente influenciará no custo do plano de saúde para as empresas, pois se converterá em uma população mais saudável. "E não é só uma questão de custo ou aumentar a produtividade. Se preocupar com a saúde de seus profissionais não deixa de ser uma forma de reconhecimento", conclui.

Hábitos e Comportamentos – Além de mapear as principais doenças que acometem essa população, o levantamento também investigou hábitos e comportamentos que podem interferir na saúde desses profissionais ou colocá-la em risco e médio e longo prazo.

A alimentação não equilibrada é o hábito não saudável mais incidente entre os executivos brasileiros. 96,12% dos profissionais apresentaram falhas na alimentação diária. O reflexo desse problema já pode ser constatado na silhueta: 41,05% dos profissionais brasileiros apresentam IMC (Índice de Massa Corporal) superior a 25 (máximo recomendado pelos médicos).

O sedentarismo também é cultivado por uma parcela significativa dos profissionais. 40,71% afirmaram não praticar atividade física no dia a dia. Talvez o indicador justifique o fato de que 30,11% dos profissionais se considerem com um nível alto de estresse. A ansiedade, que também pode ser combatida com mais atividade física aparece entre as 4 doenças que mais afetam os executivos brasileiros. Apenas 10% da população é composta por fumantes.

Motivação para Mudar – A pesquisa da Omint constatou que 26,22% dos executivos estão tentando se alimentar melhor, enquanto que 37,10% afirma estar pensando muito no assunto recentemente. A motivação para incluir atividade física na rotina, porém, é ainda maior. 39,43% afirmaram estar tentando incluir o exercício físico em algum momento do dia, enquanto 41,87% está pensando no assunto. Entre os fumantes, apenas 11,44% estão tentando parar, mas quase 60%, mais precisamente 58,82%, pensa muito no assunto.

Risco Cardiovascular Aumentado – A Omint também avaliou os profissionais que apresentam Risco Cardiovascular Aumentado (RCA), condição em que o paciente apresenta sintoma de duas doenças crônicas importantes, como diabetes, colesterol alto ou hipertensão arterial. 47,83% dos homenes acima do 60 anos encontram-se nessa condição e inspiram maiores cuidados, enquanto que o indicador entre as mulheres é de 15,38%. Entre os profissionais entre 40 e 59 anos, 20,54% dos homens e 18,52% das mulheres apresentam condição de RCA.

Doenças Crônicas – Embora 7,96% dos executivos tenham apresentado pressão alta durante a aplicação da pesquisa, a Omint constatou que apenas 4,94% dos profissionais apresentam problema crônico de hipertensão, condição em que o individuo apresenta com frequência pressão arterial acima de 140 X 90. Com o colesterol, o cenário é parecido. 12% apresentaram medidas acima do ideal na realização do estudo, mas apenas 1,44% foram diagnosticados de fato com a doença e precisarão receber tratamento medicamentoso (mudanças de hábito não bastam nesse caso). Felizmente, o índice de executivos diabetes é baixo, apenas 1% do total convivem com a doença e estão em tratamento.

Doenças mais frequentes – A pesquisa da Omint relevou também quais são as doenças mais frequentes entre os executivos brasileiros. A poluição e a manutenção inadequada do ar condicionado no ambiente corporativo colocou a rinite alérgica no topo do ranking. A doença atinge 25,79 % dos executivos analisados. O segundo lugar é ocupado pela alergia de pele, atingindo 20,90 % do total.

 

*Essa notícia foi divulgada no site RH.com.br, em 21/02/2014

Compartilhe:

Comentários