Pesquisa revela tendências globais para RH e talentos

Data 29/07/2013

Nos últimos anos, as decisões sobre capital humano vinham sendo baseadas nas consequências da crise econômica e baixo crescimento. Atualmente – cinco anos após o início da crise econômica – o ambiente de trabalho tem mudado rapidamente e aproximadamente 90% dos líderes de negócios e executivos de RH no mundo têm abandonado os modelos de liderança tradicionais para construir novas formas de desenvolver talentos.

As informações são do estudo “Resetting Horizons – Human Capital Trends 2013”, realizado pela Deloitte, ouviu mais de 1.300 companhias em 59 países e apresenta as novas estratégias usadas para garantir a liderança através de uma mudança global de desenvolvimento ao invés do recrutamento.

Determinadas a saírem na frente – embora a incerteza econômica ainda paire sobre o cenário dos negócios – as principais organizações do mundo estão levantando as cabeças, ampliando o foco e olhando para o futuro.

2013: Ano chave para as expectativas econômicas

Muitos executivos que participaram do estudo reconheceram 2013 como o pivô em termos de expectativas econômicas, levando em conta o medo de recessão desaparecendo e o otimismo crescendo. A maioria (51%) acreditam que suas companhias irão aproveitar o crescimento esse ano de maneira moderada (39%) ou intensa (12%).

Perspectivas de crescimento são muito mais evidentes na região Pacífico-Asiática, onde 63% dos executivos esperam crescimento intenso (13%) e moderado (50%). O continente Americano foi o mais otimista, com 16% afirmando que o crescimento será intenso. Já a região da Europa, Oriente Médio e África, prospecta um crescimento menos robusto, sendo a expectativa de crescimento moderada para 23% e intensa apenas 7%.

Necessidade de upgrades

Embora aproximadamente quatro em cada dez respondentes (38%) considerem a força dos programas de RH e talentos "adequada", poucos as avaliaram como realmente excepcionais. Apenas 3% dos entrevistados consideram seus programas de RH e talentos de "primeira classe”.

Os executivos da região Pacífico-Asiática aparentam ter menor confiança nesses programas: 25% afirmam que suas companhias precisam desenvolver a área significativamente e 19% avaliam a necessidade de uma mudança radical. Já para os americanos, a taxa é de 20% e 9%, enquanto na Europa é de 24% e 11%.

Tendências

O estudo identificou as principais tendências que estão moldando as estratégias e programas de RH e talentos atualmente: Próximas lideranças (61%), guerra para desenvolver talentos (61%), aceleração da organização (58%) e transformação do RH para responder as novas prioridades de negócios (57%)

Já entre as tendências em ascensão, mais de sete em cada dez dos executivos que participaram da pesquisa identificaram o local de trabalho do futuro (77%), o envelhecimento da população ativa (73%) e a liderança de talentos do BRIC (72%) tão relevante agora ou quanto pelos próximos três anos.

Além disso, os respondentes acreditam que os locais de trabalho do futuro (68%) e a performance de gerenciamento de quebra-cabeças (68%) são as tendências crescentes nas agendas até 2017.

Maiores preocupações das lideranças

Quando os entrevistados foram convidados a nomear as três maiores preocupações enfrentadas pela área, 55% afirmou que é desenvolver líderes e planos de sucessão, 39% sustentar o engajamento dos colaboradores e 33% conectar a área de RH e talentos com outras prioridades de negócio.


 

*Essa notícia foi publicada no site Você RH, em 19/07/2013

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