Psicólogo diz que empresas devem gerenciar estresse de funcionários

Data 15/06/2011

A consciência das organizações e dos profissionais a respeito dos custos do estresse e o desejo de desenvolver programas de gerenciamento desse problema farão com que as pessoas sofram menos dos males de saúde relacionados a ele.

Essa é a avaliação do psicólogo Joseph Hurrell, especialista em saúde organizacional e estresse do trabalho e professor da Saint Mary's University, no Canadá.

Ele virá ao Brasil como palestrante da sétima edição do curso de gerenciamento de estresse da ISMA-BR (associação de gerenciamento de estresse) nos dias 26 e 27 de junho.

Por isso, uma combinação de mudança organizacional e de programas de gerenciamento de estresse é a maneira mais apropriada para lidar com o problema.

Na prática, o que significa isso?

As demandas físicas e mentais devem levar em conta a capacidade dos indivíduos, o horário de trabalho deve ser compatível com demandas e responsabilidades fora do escritório, as responsabilidades devem ser bem definidas.

Não deve haver ambiguidade sobre segurança e oportunidade para desenvolvimento de carreira e o trabalho deve dar oportunidade de o funcionário utilizar e estimular suas habilidades.

Além disso, as empresas devem prover oportunidades para interação pessoal entre os funcionários, tanto para suporte emocional como para trocar experiências a respeito de tarefas de trabalho, e oferecer a chance de os indivíduos tomarem decisões sobre questões que afetam seu trabalho e o desempenho de suas tarefas.

Os funcionários podem lidar com estresse por meio de atividades físicas, escolhendo alimentos que melhorem o bem-estar, de fontes de suporte social dentro e fora do ambiente de trabalho e de técnicas de relaxamento como ouvir música ou praticar ioga ou meditação.

Quais são os custos do estresse?

Há muito custo médico e psicológico por causa de perda de capacidade de trabalho, acidente de trabalho, perda de produtividade, depressão, tristeza e muitos outros problemas. Também há o absenteísmo.

Há tipos de profissões mais estressantes que outras?

Nos últimos anos diversas listas têm sido publicadas sobre as ocupações mais estressantes. De maneira geral, essas listas não são baseadas em evidências empíricas.

Algumas ocupações que geralmente estão nessas listas incluem policiais, bombeiros, controladores de tráfego aéreo, professores, enfermeiros, médicos, mineiros e assistentes sociais.

Trabalhos estressantes, no entanto, devem ser pensados como os que envolvem estressores como carga de trabalho excessiva, longas horas de trabalho, expectativas ambíguas ou conflituosas, controle limitado por parte do funcionário, responsabilidade por pessoas ou coisas, condições desagradáveis ou perigosas e suporte social limitado.

Essa notícia foi publicada no Folha Online, em 09/06/2011.