Qual é o seu plano?

Data 29/04/2014

*Por Sílvio Celestino

 

Duas pessoas chamaram minha atenção na semana que antecedeu a Páscoa. Primeiro, Richard Branson, proprietário da Virgin, escreveu em sua página em uma rede social: “[…] Com um terço de 2014 quase terminado, é um grande momento para você refletir no que você realizou nesse ano até agora e no que você pode fazer para alcançar seus objetivos nos meses seguintes […]”.

A segunda pessoa foi um telespectador do SPTV que perguntou para a comentarista financeira, Mara Luquet, se ele deveria começar a fazer algo para se aposentar, já que trabalhava desde os 14 anos, estava com 49 e nunca havia contribuído para a previdência.

Difícil imaginar dois indivíduos com pensamentos tão distantes: um sugerindo às pessoas avaliarem o seu desempenho em relação ao planejado, enquanto o outro, aos 49 anos, pergunta se deve fazer algo para se aposentar.

Não ter um plano é um problema para a maioria das pessoas. Sem ele, o indivíduo não tem uma referência para saber se a vida está indo de acordo com o que deseja, ou não. A raiz disso está na crença de que a vida é feita de acasos e a solução está em desenvolver um plano com equilíbrio entre os desejos e necessidades de curto e longo prazo.

É verdade que podemos ser surpreendidos com algo indesejável, como a morte ou a doença de um ente querido. Entretanto, isso não significa que devemos ter tanto medo que o amanhã não chegue, de forma que consumamos todos nossos recursos hoje! Precisamos saber quais nossos desejos para o ano em curso e para os anos seguintes e construir planos para que eles se realizem.

Comece pelo final. Isto é, quando o plano estiver realizado, o que você terá? Entendo que o mundo te faz pensar em coisas materiais como: casa, carro e smartphones sofisticados, por exemplo. E elas são importantes, é claro. Mas, pense no que você terá em termos de realização pessoal, liberdade, inspiração e paz de espírito.

Outro ponto importante é rever o plano o tempo todo. Pois, a realidade se transforma a cada dia e seu plano deve se ajustar à ela, não o contrário. Um plano inflexível terá poucas chances de sucesso e você vai acabar se frustrando. Além disso, a principal função de um plano é você não se ver em uma situação sem saída no futuro. Por isso é tão preocupante quando as pessoas não pensam que precisam ter renda aos 70, 80 e 90 anos. E, ainda por cima, deixam essa renda nas mãos de um dos piores planejadores que existem: o governo.

Pegue a vida em suas mãos: planeje! Você merece ter a vida que deseja e, portanto, deve refletir com cuidado sobre tudo que quer ter nela, planejar e agir. Afinal, é difícil imaginar que o mundo estará melhor se você não estiver melhor conforme a vida passa.

 

*Sílvio Celestino é Coach de Executivos e foi VP do Chapter São Paulo da Federação Internacional de Coaches. Consultor Organizacional e Senior Partner da Alliance Coaching.
 

Comentários