Quem deve ser o responsável pelo eSocial?

Data 05/12/2016

RH é responsável pelo eSocial

Dentre os princípios que garantem um projeto bem-sucedido, um deles é a definição do “dono” ou “patrocinador”, também conhecido por “sponsor”. Essa figura é importante, pois é responsável por atribuir recursos, fazer a ligação entre as áreas envolvidas e ser o principal ponto de apoio com a alta gestão. Com o eSocial, esse cenário não é diferente.

Para conseguir adequar seus processos, as companhias devem criar planos de ação e determinar uma área como responsável pelo acompanhamento das atividades. Mas, se o eSocial movimenta toda a empresa, quem seria o melhor dono? Primeiramente, vale ressaltar que o sponsor precisa mostrar a relevância do projeto para a presidência da companhia, deve conhecer bem os demais departamentos, ter potencial de argumentação e gerir bem recursos financeiros. É por isso que muitas companhias vêm apostando no RH.

Agregando valor

Pesquisa realizada pela PricewaterhouseCoopers (Pwc)  mostrou que o RH é a principal área afetada pelo eSocial, na opinião de 44% dos participantes. Outros departamentos envolvidos, segundo o estudo, são Saúde e Segurança do Trabalho, Fiscal, Tecnologia da Informação, Contabilidade, Compras, Operação e Jurídico.

Como a maior parte das informações a serem fornecidas no eSocial está relacionada à gestão de pessoas, o RH vem sendo encarregado de traçar estratégias e adequar os processos da empresa para garantir que as informações cheguem em tempo hábil ao ambiente digital do governo federal.

Para João Lins, Partner at PwC Brasil, as ações exigidas do RH para o eSocial podem parecer operacionais, mas são extremamente necessárias. “O papel desses executivos também é zelar para que a organização cumpra suas obrigações legais em relação aos recursos humanos. Não há como ser um RH que agrega valor e faz estratégia sem cuidar de maneira eficiente de questões de compliance”, garante João.

Benchmarking com quem entende

O Santander é um exemplo bem-sucedido do envolvimento do RH no projeto. Na instituição financeira, que é cliente da LG lugar de gente desde 1998, a área de RH está à frente do eSocial desde 2013, como explica o Superintendente de RH, Manoel Jardim. “No início foi uma grande catarse: todo mundo reagindo ao que tinha que ser feito. A partir da análise do layout, identificamos os processos que seriam mais impactados e também fizemos uma avaliação dos dados. Assim, conseguimos colocar no ar uma nova versão do processo de admissão, o que garantiu dados atualizados de quem fosse admitido a partir daquela data. Também modificamos todo o processo de captura dos atestados médicos. Em paralelo, ainda alteramos a parte de atualização cadastral, assegurando que quem acessasse a página já atualizasse as informações pessoais conforme as necessidades do eSocial”, completa o superintendente.

Fazer o diagnóstico da situação é um dos fatores críticos de sucesso para se adequar ao eSocial. Sua empresa já escolheu os parceiros para apoiar essa estratégia? 

Esse post contém informações do site Valor Econômico

 

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