Reação ao erro determina aprendizado

Data 05/03/2014

Especialistas em gestão são unânimes em dizer que o erro em si não importa tanto, o diferencial é como lidar com ele.

"A pior coisa a fazer é esconder o erro, ou ignorá-lo", afirma Renata Wright, gerente executiva da divisão de recursos humanos da Michael Page. Para ela, o ideal é o profissional assumir o erro e oferecer uma solução sempre que possível. E aprender com a falha, é claro. Quando isso acontece, transformam-se erros em acertos.

Outro otimista é Alexandre Bernardo, coordenador do curso de tecnologia e gestão de RH do Centro Universitário Senac. "Acredito que com a evolução da sociedade e com a difusão dos vários conhecimentos, a tendência é que os erros comecem a ser interpretados de uma outra maneira".

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Apesar de algumas empresas ainda reprimirem o erro, há setores em que as falhas são uma constante, ou seja, fazem parte do processo. E são levados com bom humor. A cantora Blubell, 36, comenta que, no palco, é comum errar uma nota, desafinar ou esquecer a letra. "Um bom músico conserta o erro na hora".

Já para a chef Renata Vanzetto, 25, na cozinha, erros podem se transformar em acertos. Uma das sobremesas mais pedidas no Marakuthai, um de seus restaurantes, foi criada em um dia de desespero. Renata comandava o buffet de um evento e precisava assar a torta que serviria como sobremesa, mas o forno não funcionou. Ela fez a torta na panela e, quando provou o creme improvisado, aprovou.

*Essa notícia foi publicada no site Folha de São Paulo, em 02/03/2014

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