Restaurante no trabalho reduz custo e tempo

Data 04/08/2014

Os restaurantes de empresas não saíram dos cardápios corporativos e só costumam ceder lugar para o vale-refeição quando não há espaço físico para a instalação de um refeitório. Gisele Scarlateli, gerente de Recursos Humanos do Grupo TAC (Toque a Campainha), do setor moveleiro, diz que, em geral, fornecer o vale-refeição é mais cômodo, porque nem todas as empresas têm espaço disponível para acomodar um refeitório adequado a todas as normas.

"Quando existe espaço, o restaurante interno é a opção mais vantajosa para a empresa em termos de custo. Dependendo da região onde esteja localizada a empresa, o custo do vale pode variar de R$ 15 a R$ 28 por dia/funcionário", afirma a gerente de Recursos Humanos do Grupo TAC, onde há funcionários que recebem vale-refeição, mas são mantidos refeitórios na matriz e no centro de distribuição, ambos no Rio de Janeiro.

Patricia Piñeiro, diretora de Recursos Humanos da Valid, empresa brasileira e uma das líderes mundiais na produção de cartões financeiros, também identifica vantagens no restaurante instalado nas dependências da empresa. "Ter um restaurante no local de trabalho evita que o funcionário use parte de seu tempo com deslocamento. Além de oferecer um cardápio balanceado com baixo custo para o funcionário, que ainda pode participar do monitoramento e da melhoria dos serviços de alimentação", diz Patricia.

De acordo com ela, a empresa mantém um contrato com a GRSA para cuidar da alimentação dos colaboradores que estão nas quatro unidades fabris (Caju, no Rio de Janeiro; Barueri, São Bernardo e Sorocaba, em São Paulo), onde o desjejum é gratuito. Para os demais colaboradores, o sistema é o vale-refeição. "Embora os cardápios sejam padronizados, respeitamos as particularidades de cada região, como o consumo de feijão preto no Rio e feijão carioquinha em São Paulo. Através do serviço local de alimentação, o departamento de RH conseguiu ainda implantar um lanche balanceado para as gestantes e lactantes", afirma Patricia.

Na Matec Engenharia, há um refeitório próprio na sede e os colaboradores que trabalham em obras recebem vale-refeição. No restaurante da sede, na capital paulista, a preocupação com a qualidade das refeições e o bem-estar levou a empresa a uma busca criteriosa pelo fornecedor. Marcela Milano, diretora de gente e gestão da Matec, diz que, há mais de cinco anos conta com o mesmo fornecedor porque, além de atender exigências legais em termos de higiene, tem um tempero que atrai até os clientes.

"Cortamos o refrigerante, só servimos água e suco, e balanceamos frituras e doces, só oferecidos na sexta-feira. Nosso fornecedor, a empresa Bocadinho está localizada bem próxima à nossa sede, o que facilita muito", diz Marcela. De acordo com ela, com o restaurante na sede o colaborador economiza tempo e tem uma refeição equilibrada".

No Atacadista Roldão, que tem 17 lojas no Estado de São Paulo, os colaboradores também contam com refeitório nas lojas. Segundo Eduardo Silveira, diretor de gente e gestão do Roldão, é grande a preocupação com a qualidade e a diversificação do cardápio. A empresa oferece duas vezes por mês, aos sábados, uma feijoada, que é alvo de disputa entre os colaboradores.

Há mais de 20 anos, todas as oito unidades do Grupo Tigre têm refeitórios próprios. De acordo com José Renato Domingues, diretor-executivo de RH e comunicação interna da companhia, o restaurante foi a opção mais adequada para atender a todos os colaboradores. "Em alguns locais, os estabelecimentos que fornecem alimentos são distantes da unidade, e nem todos os colaboradores teriam tempo e condições de se locomover até eles", comenta Domingues.

Essa notícia foi publicada no site Valor Econômico, em 28/07/2014

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