RHs pretendem usar mais trabalho temporário nos próximos anos

Data 21/04/2015

A maioria dos diretores de RH prevê que o uso de trabalhadores temporários terá presença maior nas estratégias das empresas ao longo dos próximos cinco anos, segundo levantamento da companhia de recrutamento Robert Half. Para consultor, o cenário econômico incerto e a perspectiva de aprovação da lei da terceirização de mão de obra fortalecem a tendência.

No Brasil, 87% dos gestores de recursos humanos acham que as empresas vão usar mais trabalhadores temporários nos próximos anos, sendo que 42% concordam fortemente com a necessidade – quase o dobro da média global da pesquisa, que contou com 1.675 profissionais de 12 países. Para Lucas Nogueira, gerente sênior da Robert Half, isso é consequência do uso de profissionais temporários ainda ser novo no país quando comparado com outros mercados.

É crescente, em especial, o uso de contratos temporários para empregar funcionários com experiência em posições mais estratégicas da organização. “Hoje as relações estão mais dinâmicas, e o mercado está mais maduro. Os profissionais temporários são usados por empresas em projetos como mudanças de processos e sistemas”, diz.

Na percepção dos diretores de RH entrevistados, as principais razões para o aumento do uso de temporários serão a necessidade de mais flexibilidade de recursos (31%), análise de custo (28%), o desenvolvimento de mais trabalhos com base em projetos (18%) e a capacidade de conseguir habilidades que não estão disponíveis na empresa (15%).

Para Nogueira, o cenário de crise contribui para incentivar as empresas a se voltarem para profissionais temporários. “Em cenários não tão claros, a perspectiva da empresa é de não contratar, mas a atividade continua”, diz. As áreas que mais demandam temporários hoje são a financeira – em especial profissionais de tesouraria, contabilidade ou tributário – e a de tecnologia.

A perspectiva da aprovação da lei que regulamenta a terceirização da mão de obra também facilitaria o uso de profissionais temporários pelas empresas, segundo Nogueira, pois contratos temporários com mais de seis meses de duração são realizados por meio da terceirização.

Esta notícia foi publicada no site do Valor Econômico, em 14/04/2015

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