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Seja um bom líder com ajuda da neurociência

Data 20/02/2017

*Por Arthur Diniz

Todos podem ser líderes. Essa é uma frase cada vez mais corriqueira no mundo corporativo. O que poucas pessoas sabem, ou falam, é que a ciência também pode ser uma importante aliada na arte de liderar e gerir uma equipe ou organização. Mais especificamente, as técnicas da neurociência podem e devem ser aplicadas à liderança.

É cientificamente comprovado que é possível trabalhar áreas específicas do cérebro que, quando desenvolvidas, fazem com que as pessoas sejam boas líderes. Isso porque, cada comportamento pessoal aciona uma área específica do cérebro. Ao estimular as zonas corretas, é possível desenvolver características que podem ser fundamentais para liderar com eficiência.

O cérebro é dividido em três partes e a principal região para o desenvolvimento das competências de liderança é o córtex pré-frontal ou neocortex. Ele é conhecido como o CEO ou maestro cerebral, responsável por várias funções cognitivas de alto nível, incluindo atenção e processamento. Especificamente sobre liderança, é nessa zona cerebral que se formam os propósitos, autoconfiança, controle de humor, emoções, tomada de decisões, estabelecimento de metas, priorização e planejamento.

É importante ressaltar que essa área do cérebro pode ser desenvolvida por todas as pessoas e ter suas capacidades aumentadas. Na prática, isso significa que as qualidades e capacidades de liderança podem ser aprendidas e melhoradas não apenas com a experiência, mas também por meio do treinamento e desenvolvimento.

Os poderes da neurociência não se restringem em fazer com que o gestor adquira competências de liderança, mas que também saibam usar as técnicas para despertar determinados comportamentos nos liderados. Com o conhecimento da neurociência, o líder sabe quais são os efeitos que cada neuroquímico gera nas pessoas, podendo selecionar qual química deseja disparar nos membros de sua equipe. Desta forma, é possível potencializar os resultados e o desenvolvimento de todo o time.

Apesar de ser promissora, a neurociência precisa ser bem aplicada. O trabalho junto ao neocortex não pode ser feito de maneira exagerada. A pessoa não irá melhorar todas as competências de uma hora para a outra. É preciso buscar o aprimoramento de, no máximo, dois comportamentos de maneira simultânea. Esse cuidado é necessário porque o cérebro costuma se preocupar e dar muita atenção a tarefas que não foram finalizadas. Ao tentar trabalhar muitas características ao mesmo tempo, é provável que a pessoa não consiga desenvolver nenhuma delas de maneira adequada sem um foco muito bem definido.

Além disso, para que as mudanças possibilitadas pela neurociência sejam efetivamente alcançadas, é preciso que a pessoa crie um comportamento de mudança sustentável, que inclui quatro passos fundamentais: sensibilização, atenção, prática e relações de desenvolvimento.

A sensibilização nada mais é do que entender quais comportamentos precisam ser modificados para se tornar um líder melhor; a atenção é identificar quais características serão trabalhadas; a prática é realizar as atividades que vão estimular o cérebro direcionando-o às competências escolhidas. Já as relações de desenvolvimento servem para potencializar as atividades realizadas, como coaching, mentoring, counseling etc.

Portanto, se você quiser ser um líder eficiente e moderno, tenha uma certeza: treine, e muito, o seu cérebro.

*Arthur Diniz é Sócio Diretor da Crescimentum. Autor do livro “Líder do Futuro – A Transformação Em Líder Coach”. Formado em economia pela PUC-RJ, MBA pela Columbia Business School em New York e certificado em “Liderança em equipes de Alta Performance” pelo Center for Creative Leadership.

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