Trabalhador está confiante sobre manutenção no emprego

Data 30/01/2012

 

O trabalhador brasileiro continua confiante em relação às perspectivas de manutenção do emprego. O índice de medo do desemprego, medido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), permaneceu praticamente estável em junho, com ligeira alta de 0,4% sobre março.

O indicador, mensurado a cada três meses, subiu de 82 pontos em março para 82,3 pontos em junho. Em março, o indicador havia atingindo 82 pontos, menor índice desde o início da pesquisa, em 1996.

Para esse índice, quanto menor a pontuação, maior a confiança na preservação do emprego. Ou seja, uma subida na pontuação representa um aumento do medo do desemprego. O temor do desemprego chegou ao pico em maio de 1999, quando o indicador atingiu 119 pontos.

Para a CNI, o índice em junho denota grande segurança no emprego, já que se manteve muito próximo do piso histórico, registrado em março. A pesquisa revela que 53% das 2.002 pessoas ouvidas pelo Ibope entre 18 e 21 de junho afirmaram não estar com medo do desemprego, mesmo percentual registrado em março.

A proporção dos entrevistados que disseram estar com pouco medo do desemprego recuou de 32% em março para 30% no mês passado. Aqueles que disseram estar com muito medo do desemprego, de acordo com o levantamento da CNI, representaram 16% do universo de trabalhadores pesquisados em junho, praticamente a mesma participação de março, quando atingiu 15%.

O índice de medo do desemprego é elaborado pela CNI a partir de pesquisa de opinião pública de abrangência nacional conduzida pelo Ibope.

Para o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a queda é importante e mostra bastante segurança do trabalhador de que não vai perder o emprego. É essa segurança que alimenta as expectativas de que os empregados vão continuar consumindo, seja pagando a prazo ou a vista. Por isso, segundo ele, esse é importante indicador para a indústria. "O trabalhador sente segurança de que a sua renda será mantida", diz.

A queda do índice, segundo o economista, reflete o aumento da formalização do emprego no País e o crescimento da atividade econômica, que tem gerado mais investimentos.

Essa notícia foi publicada no Diário do Grande ABC, em 07/07/10.


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