Trabalhadores brasileiros estão entre os que mais tiram férias, diz estudo

Data 20/11/2012

O Brasil é um dos países que mais oferecem férias aos trabalhadores e um dos locais onde os profissionais mais aproveitam o benefício. Também é, no entanto, o lugar onde os profissionais mais mantêm o contato com o trabalho durante a folga.

Segundo estudo da agência de viagens Expedia com mais de 8.000 pessoas de quatro continentes, os funcionários do Brasil, da Espanha e da França recebem todos 30 dias de férias por ano e tiram todos os dias disponíveis.

A Alemanha, por exemplo, também oferece um mês de férias, mas os profissionais tiram, em média, 28 dias. No Reino Unido, Noruega e Suécia, os trabalhadores tiram todos os 25 dias oferecidos.

Já a Itália se destaca entre países europeus –dos 28 dias disponíveis, os profissionais costumam tirar somente 20.

Apesar da disposição para sair de férias, os brasileiros são os profissionais que mais se mantêm conectados durante os dias de folga. Dois terços afirmam que entram em contato com o trabalho regularmente.

Já no caso dos europeus, mais da metade diz nunca manter contato com o emprego durante os dias livres. Nos Estados Unidos, além do número de dias disponíveis para férias ser um dos menores do mundo –são apenas 12 dias possíveis– os trabalhadores só aproveitam dez deles.

Na Coreia do Sul e em Taiwan esses números são ainda menores: ambos oferecem dez dias de férias, e enquanto os trabalhadores sul-coreanos aproveitam sete, os taiwaneses desfrutam de oito.

No caso dos países mais privados de férias, a opinião do chefe influencia a decisão dos profissionais. Na Itália, Taiwan, Coreia do Sul e Japão, mais da metade dos profissionais acredita que seus chefes não apoiam a decisão de tirar todos os dias de descanso.

Muitos também cancelam ou adiam férias por razões relacionadas ao trabalho, caso de cerca de 70% dos taiwaneses. Já os chefes brasileiros ficam entre os maiores incentivadores, atrás apenas dos noruegueses e suecos.


*Essa notícia foi publicada no site da Folha de São Paulo, em 19/11/2012