Trabalhar em excesso pode dobrar riscos de depressão

Data 01/02/2012

Trabalhar 11 ou mais horas por dia pode mais do que dobrar as chances de se desenvolver depressão nervosa, que se caracteriza pela condição duradoura e de maior intensidade da tristeza. Segundo um estudo publicado no periódico PLoS ONE, pessoas que fazem excessivas horas extras rotineiramente têm até 2,52 vezes mais chances de adoecer do que aquelas que trabalhavam até oito horas por dia.

Durante o estudo, foram acompanhados por cinco anos 1.626 homens e 497 mulheres, todos servidores públicos, com idade média de 47 anos. Os pesquisadores, coordenados por Marianna Virtanen, do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional e da Universidade College London, descobriram, então, uma associação importante entre as horas extras no trabalho e a depressão. Essa correlação não foi afetada quando a análise foi ajustada para fatores como estilo de vida, demografia e determinados hábitos, como fumo.

De acordo com os cientistas, uma série de estudos anteriores havia chegado a resultados variados. A comparação entre esses dados, no entanto, seria complicada, uma vez que o limite para o considerado hora extra não havia ainda sido padronizado. "Embora trabalhar ocasionalmente algumas horas extras possa trazer benefícios para o indivíduo e para a sociedade, é importante reconhecer que trabalhar a mais excessivamente também está associado com um aumento nos riscos de depressão", diz Virtanen.

Conheça a pesquisa

Título original: Overtime Work as a Predictor of Major Depressive Episode: A 5-Year Follow-Up of the Whitehall II Study

Onde foi divulgada: periódico PLoS ONE

Quem fez: Marianna Virtanen e equipe

Instituição: Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional e Universidade College London

Dados de amostragem: 1.626 homens e 497 mulheres, todos servidores públicos, com idade média de 47 anos.

Resultado: Trabalhar 11 ou mais horas por dia pode aumentar em até 2,52 vezes as chances de desenvolver transtorno depressivo maior, frente àquelas pessoas que trabalham de sete a oito horas por dia.


Essa notícia foi publicada no Exame Online, em 30/01/12.