Veja os dez erros mais comuns de brasileiros em entrevistas de emprego

Data 25/11/2013

Demonstrar insegurança ao falar sobre a própria experiência profissional é o erro mais comum dos brasileiros em entrevistas de emprego, de acordo com uma pesquisa feita pelo site de empregos Catho. Depois aparecem falar somente o que foi perguntado e cometer erros de português.

O levantamento, feito com 5.026 profissionais, analisou a frequência com que certos erros são cometidos nas entrevistas, em uma escala de 0 a 10.

 O problema campeão, com 6,3, foi a insegurança. Angélica Nogueira, gerente de RH da Catho, explica que não se trata de nervosismo, mas, sim, de transmitir informações sobre a própria trajetória de forma imprecisa.

Isso acontece, segundo ela, principalmente quando o candidato exagera dados no currículo e depois não consegue sustentá-los na entrevista.

"As pessoas relatam no currículo realizações que não são delas, mas, sim, da equipe: elas apenas faziam parte do contexto. Isso chama a atenção do entrevistador, que faz perguntas objetivas sobre o projeto. Aí o entrevistado começa a blefar", afirma a especialista.

Por isso, orienta Nogueira, é indicado colocar no currículo apenas atividades efetivamente realizadas pelo profissional, nas quais ele tenha tido participação ativa.

Outro erro comum, com frequência 6, é falar apenas o que foi perguntado. A executiva diz que é preciso cuidado nesse aspecto, para não exagerar. "Em geral, falar demais é pior do que falar de menos", diz. "Em uma pergunta importante, sempre justifique a resposta, mas sem exagerar."

Veja abaixo os dez erros mais comuns nas entrevistas de emprego:

Erro    
Frequência
Demonstrar insegurança     6,3
Falar apenas o que foi perguntado     6
Cometer erros de português     6
Falar mal do chefe ou da empresa     5,7
Falar gírias     5,3
Manter o celular ligado 5,3
Mentir sobre a formação ou a experiência profissional    5,3
Falar demais     5,2
Chegar atrasado     5,1
Não estar trajado adequadamente     5,1

*Essa notícia foi publicada no site Folha de São Paulo, em 21/11/2013

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