Você sabe evitar conflitos?

Data 13/04/2015

*Por Eduardo Ferraz

É interessante observar que há algumas décadas havia menos conflitos, pois, por uma questão cultural, existiam poucos questionamentos. Quando comecei a trabalhar em uma multinacional, há quase 30 anos, havia sete níveis hierárquicos, do presidente ao chão de fábrica. Em uma hierarquia rígida e com muitos níveis, o chefe determinava e o subordinado fazia sem questionar, ou seja, havia pouca negociação.

Nas relações familiares, não era muito diferente: os pais mandavam e os filhos obedeciam; os maridos eram os “chefes de família”. Figuras de autoridade, como padres, militares e políticos eram obedecidos, quase temidos. Atualmente, a maioria dos chefes, pais, professores e líderes têm menos poder. Esse fato aumentou muito a intensidade dos conflitos, pois as pessoas – mesmo crianças – querem ser convencidas e não obrigadas a fazer algo. Entretanto, convencer dá muito mais trabalho do que impor. 

Os conflitos são cada vez mais rotineiros e acontecem quando há diferentes interpretações sobre um mesmo problema. Isso é muito comum, pois quase todas as pessoas têm percepções distorcidas de como as coisas realmente são. Portanto, é impossível ignorar que quase toda negociação complexa termine em conflito. Conforme apresento em meu novo livro “Negocie qualquer coisa com qualquer pessoa”, é aconselhável pensar em alternativas para amenizar os problemas, antes mesmo de uma negociação começar.

Confira quatro dicas para minimizar conflitos.

1. Seja empático
Empatia é a habilidade de se colocar no lugar da outra pessoa. Ela nos ajuda a compreender as razões, por mais estranhas que pareçam, que levam alguém a tomar decisões que jamais tomaríamos.

2. Ouça o outro lado
Para ser justo, é fundamental entender os pontos de vista das outras  pessoas envolvidas no problema antes de tomar qualquer decisão. Quem está pressionado costuma agir sem pensar.

3. Tenha uma postura racional
Não se contamine emocionalmente quando lado der respostas ríspidas. Mantenha a negociação no plano racional. As pessoas tendem a respeitar quem mantém o autocontrole.

4. Seja coerente
Procure apresentar seus argumentos de maneira serena e de preferência embasados em dados mensuráveis, de forma que suas informações possam justificar seu ponto de vista.

Se seguir estes quatro passos, suas chances de evitar conflitos e obter acordos justos aumentarão muito.

*Eduardo Ferraz é consultor em Gestão de Pessoas há mais de 25 anos e especialista em treinamentos com base na Neurociência Comportamental.

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