Os desafios do RH e por que adotar a Inteligência Artificial

Data 09/06/2020

Os desafios do RH estão cada vez maiores, porém, a aplicação de novas tecnologias promete transformar o desempenho da área. Mas qual é o real impacto de tudo isso? Enquanto o engajamento segue como um problema global, dados do Gallup mostram um crescimento de pelo menos 6% na conexão dos funcionários com o trabalho quando seus gestores os reúnem para definir planos com base em dados analisados com o uso de Inteligência Artificial.

No entanto, as aplicações podem ir muito mais além. Para debater isso, o Diretor de Produtos da LG lugar de gente, Marcello Porto, e o CTO e Cofundador da Jobzi, Alexandre Renteria, apresentam hoje (09/06) o webinar “Superando desafios de RH com Inteligência Artificial, matching e chatbot”.

Superando os desafios do RH

A verdade é que embora os desafios do RH tenham crescido em complexidade nos últimos anos, em seus núcleos eles permanecem os mesmos. A diferença primordial está na quantidade de informação disponível e em como os profissionais lidam com ela.

Por isso, saber fazer bom uso das ferramentas corretas pode determinar se o RH de uma empresa está nadando em um mar de dados ou simplesmente se afogando. Para Alexandre, isso se manifesta em alguns pontos cruciais:

  1. Velocidade

O primeiro deles está na velocidade da execução de rotinas ou na economia de tempo. Como exemplo, ele menciona a captação de candidatos para o preenchimento de uma vaga. Em meio ao elevado número de currículos, a tecnologia é capaz de fazer a triagem de forma muito mais rápida, poupando o trabalho do ser humano ao que realmente importa.

“Até mesmo para definir algum tipo de critério para cada currículo recebido, que define quem passa adiante ou não, seria necessário abrir cada um e ler nessa primeira fase. O matching já faz isso sozinho para você”, destaca.

  1. Precisão

Outro ganho de novas tecnologias para a solução de desafios do RH está na precisão das análises dos dados, aponta Alexandre.

Ele explica que, na teoria, o profissional de gestão de pessoas precisaria conhecer a fundo o que cada uma das diversas áreas da empresa desenvolve e o que cada uma espera do colaborador ideal para que o processo de recrutamento fosse eficaz de fato.

Nesse sentido, o especialista reforça que contar com o suporte da Inteligência Artificial (IA) vai muito além do uso de tecnologias que estabelecem filtros que ainda são manuseados por meio da intervenção humana.

“A IA sabe aprender isso, ela sabe ler e interpretar os requisitos – como é o caso da nossa. Ela é treinada com mais de 15 milhões de vagas que foram inseridas no sistema para ir aprendendo, então, quando é apontada a profissão, ela sabe quais são várias das características que são muito frequentes, ou seja, estão implicitamente demandadas”, explica.

  1. Assertividade

A introdução do suporte da tecnologia na tomada de decisões contribui ainda para a redução da subjetividade. Em um recrutamento, é possível que nenhum dos melhores candidatos preencha todos requisitos da organização, mas ainda assim é necessário decidir qual será contratado. “O ser humano consegue fazer isso, mas a IA faz muito mais rápido, facilitando a vida do profissional de RH”, destaca.

Foco no desempenho humano

No fim, a adoção de tecnologias capazes de ajudar na superação de desafios do RH tem foco na melhoria do desempenho humano. Para Alexandre, o conceito da transformação digital como usurpadora de mão de obra é equivocado.

“A ideia não é chegar e falar ‘não precisamos mais de RH’, ‘vamos colocar máquinas para fazer tudo isso’. É simplesmente perceber que é trabalho demais, é amplo demais, exige conhecimento demais para o RH fazer tudo isso sozinho. As máquinas estão ali para ajudar a gente e permitem trazer o humano para onde ele faz a diferença”, pontua.

Segundo o especialista, ao fazer o movimento certo no sentido de trazer a tecnologia para o dia a dia da empresa é possível deixar que o ser humano se dedique a tarefas que as máquinas não são capazes de executar.

“O RH costuma ser uma ótima porta de entrada para essas novas tecnologias. Ele pega determinada prática e passa para o comercial, por exemplo. Pode ser uma ferramenta que achamos boba, mas que traz um ganho de produtividade absurdo porque resolve algo simples, que não é o core da atividade, mas que toma um tempo considerável e tem que ser feito”, ilustra.

A evolução é inevitável

Alexandre acredita que é necessário encarar o desafio e abordar o processo como um teste constante. Ao mesmo tempo, é vital a noção de que um erro não invalida todo o trabalho, mas contribui para a evolução dele.

“Esse é o pontapé que falta, parar de ter medo. Acho que existe um temor de ter que aprender uma coisa nova assim como do fracasso, de investir alto sem saber se vai dar certo ou se vai dar o resultado esperado. Mas existem metodologias hoje para tentar mitigar esse risco”, tranquiliza.

Sendo assim, Alexandre Renteria reforça que o uso da tecnologia é um caminho sem volta. “Quero deixar bem claro que a IA apareceu no RH, já está incorporada até em coisas muito simples e que você não vai mais abrir mão, enquanto até esquece que já tem algum tipo de uso para coisas cada vez mais sofisticadas. Ou seja, não é um modismo. Está aí para ficar e ajudar cada vez mais”, finaliza.

Para entender melhor como a transformação digital vem se incorporando à rotina das empresas e como sua organização pode tirar o melhor proveito dessas ferramentas assista ao webinar que acontece hoje com o tema “Superando desafios de RH com Inteligência Artificial, matching e chatbot”. Clique aqui e garanta sua inscrição.