6 competências essenciais para liderar e desenvolver pessoas

Data 03/09/2019

O progresso tecnológico, cada vez mais veloz, está mudando tanto a forma como as pessoas se relacionam quanto o trabalho em geral. A dinamicidade desse avanço traz constantes desafios para as organizações. Assim, mesmo com ferramentas sofisticadas de Inteligência Artificial e automação, saber como lidar com o capital humano e desenvolver pessoas para extrair o melhor de cada talento segue como a principal preocupação do mercado.

Desenvolver pessoas

Para isso, é importante ter em mente o potencial e os limites das novas ferramentas, como explica Fabrizio Ortiz, trainer da Crescimentum. “A tecnologia pode resolver muitas coisas de forma rápida e efetiva, mas existem limitações e coisas que só a presença e capacidade de interação off-line podem resolver. Entender isso é a chave para um líder ter alto desempenho na era digital”, avalia.

No mesmo sentido, Renata Furlan, que também faz parte do quadro de instrutores da Crescimentum, afirma que é preciso entender como a era digital criou novos hábitos. “Sabemos que estamos vivendo uma revolução em nosso jeito de ser e fazer as coisas. E isso se aplica à forma como gerenciamos empresas. Vemos organizações buscando minimizar suas políticas e burocracias, dar mais autonomia e liberdade para as pessoas, revendo seus modelos de gestão e hierarquias para que a liderança esteja em toda a organização e não em uma só pessoa”, pontua.

Reforço para desenvolver pessoas

Para o instrutor da Crescimentum, instituição com mais de 15 anos de atuação na formação de lideranças corporativas, esse cenário coloca a gestão de pessoas e o papel do líder em destaque.

Diante da busca por desenvolver o capital humano, ele esclarece que cabe ao RH estimular e conscientizar sua equipe sobre a importância desse processo. “Cabe aos (profissionais) recursos humanos darem apoio, como especialistas, no desenvolvimento de pessoas, principalmente ajudando os líderes no equilíbrio entre cobrar e acolher”, pontua.

Segundo Fabrizio, isso deve ser feito tanto por meio de informações atualizadas, mostrando a necessidade de adequação cultural e técnica às novas tendências, quanto com a sensibilização sobre a necessidade de desenvolvimento de novas competências.

Habilidades para as lideranças

Veja abaixo as competências que Fabrizio Ortiz considera ideais ao líder capaz de desenvolver pessoas:

1 – Inteligência Emocional

O especialista começa com esse talento, pois, segundo ele, a inteligência emocional é necessária para suportar com sabedoria mudanças bruscas comuns ao mercado em transformação.

2 – Agilidade de aprendizado

Com a necessidade de aprendizagem contínua cada vez mais presente, Fabrizio explica que é preciso saber eliminar o que não funciona rapidamente, aprender novos modos de fazer as coisas e reiniciar quantas vezes forem necessárias.

3 – Presença

Fabrizio afirma que o excesso de informação da era digital cria a carência de atenção. Como consequência disso, ele ressalta a importância da capacidade do líder de se conectar, suprindo essa necessidade, se mostrando presente e atento ao que o colaborador tem para dizer.

4 – Gestão da diversidade

O trainer explica que essa conexão tem como público pessoas cada vez mais diversas. Cabe ao gestor ser capaz de estabelecê-la extraindo o melhor de cada um, usando a diversidade para liderar e desenvolver cada pessoa de forma personalizada.

5 – Comunicação digital

Com a tecnologia disponibilizando cada vez mais ferramentas, é necessário conseguir se expressar com clareza mesmo via meios digitais, como áudios, vídeos, mensagens dentre outros. Isso significa ser específico sem ter que recorrer a textos longos, ser ágil sem ser superficial.

6 – Equilíbrio de energias

Fabrizio recomenda também que o líder focado em aprimorar seu pessoal seja capaz de cuidar de sua saúde sistêmica. Para isso, é importante saber lidar com estresse sem absorvê-lo, conseguir recarregar as energias em curto espaço de tempo e ter serenidade para lidar com grandes desafios.

O caminho do líder

De acordo com o relatório Tendências de Talento Global 2019 da Mercer, a digitalização de processos estaria associada a um melhor desempenho organizacional.

As opiniões colhidas com mais de 7.300 entrevistados, em 16 países na América Latina, mostram que as empresas de alto crescimento têm o dobro de chances de oferecer uma experiência totalmente digital a seus profissionais quando comparadas às demais.

Segundo o levantamento, esse comportamento implicaria na capacidade dos funcionários de acessar documentos de trabalho remotamente, executar tarefas de RH intuitivamente ou colaborar e inovar facilmente com seus colegas.

Desenvolver pessoas

Ainda assim, o sucesso dessas organizações não deve servir para a adoção de padrões preestabelecidos. Fabrizio explica que o risco de seguir protocolos de liderança prontos está na elevada possibilidade de que eles estejam desatualizados.

Por isso, ele aponta que o executivo deve ser capaz de integrar seus colaboradores. “O líder não deve julgar pelo que acha que precisa melhorar, mas perguntar para a equipe o que realmente está impactando mais o desempenho do time”, explica.

Indo além, Fabrizio ressalta que cabe ao gestor servir de exemplo. “Para desenvolver pessoas é preciso trabalhar a vulnerabilidade, mostrando para a equipe que o gestor também está em constante evolução”. O especialista afirma que isso tende a gerar mais colaboração e tolerância na evolução das competências.

Em meio ao avanço tecnológico e no mundo ágil, Fabrizio Ortiz avalia que a tarefa de desenvolver pessoas deve unir o potencial humano as ferramentas disponíveis. “É fundamental que o RH se adapte a um novo perfil de colaborador, que tem amplo acesso à informação e à tecnologia, e encontre formas inovadoras de levar conhecimento para ele, utilizando as inovações a seu favor, sem deixar de lado a interação humana”, finaliza.

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