Saúde mental em 2021: confira os principais hábitos que devem ser incentivados pelas empresas

Data 19/01/2021
saúde mental em 2021

O cenário pandêmico acentuou os problemas emocionais e, assim, a atenção com a saúde mental em 2021 ganha ainda mais destaque nas organizações. O período desencadeou uma série de vulnerabilidades decorrentes do isolamento social.

Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia interrompeu serviços essenciais de saúde mental em 93% dos países em todo o mundo, através de uma análise feita com 130 nações. A pesquisa revelou que os principais atendimentos paralisados foram na área de:

  • Aconselhamento e psicoterapia;
  • Serviços críticos de redução de danos;
  • Intervenções de emergência, incluindo aquelas para pessoas com convulsões prolongadas, síndromes de abstinência de uso grave de substâncias e delírio;
  • Acesso a medicamentos para transtornos mentais, neurológicos e por uso de substâncias;
  • Serviços de saúde mental nas escolas e nos locais de trabalho.

Durante esse momento, as pessoas precisaram lidar com uma grande quantidade de informações negativas, perdas e o próprio medo. Dessa forma, o ano passado gerou um alerta sobre a importância de cuidar dessa área e da valorização dos serviços voltados para a saúde mental em 2021.

Com isso, fica a questão: como colocar em prática os aprendizados para ter mais equilíbrio em 2021?

Cuidados com a saúde mental do colaborador em 2021

A negligência com o cuidado da saúde mental no trabalho interfere diretamente na produtividade e no desempenho de toda a organização. Desse modo, se torna fundamental o debate sobre as condições psicológicas diante da crise gerada pela pandemia de covid-19.

Tatiana Fernandes, Sócia e Líder de Capital Humano da PwC Brasil

Além disso, é indispensável ter clareza sobre como os funcionários se sentem no trabalho, percebendo os pontos fortes e fracos da organização e determinando as melhores ações para a promoção do bem-estar de acordo com as necessidades dos colaboradores.

Dessa forma, Tatiana Fernandes, Sócia e Líder de Capital Humano da PwC Brasil, defende que estar bem é um ato de equilíbrio e que a empresa possui uma variedade de ferramentas e recursos disponíveis, incluindo treinamentos e suporte em saúde mental. “É importante garantir que o apoio correto esteja disponível para as pessoas em sua jornada profissional e pessoal”, afirma.

Como forma de contribuir neste sentido, a PwC Brasil, cliente da LG lugar de gente, criou o programa “Estar Bem”. A ação incentiva comportamentos e hábitos diários que estimulam as quatro dimensões humanas: o físico, o emocional, o mental e o espiritual.

No programa, é incentivada a criação de um “Banco de Hábitos” que tem o objetivo de inspirar condutas que fortalecem a saúde mental dos funcionários. Visto que o desenvolvimento dessas práticas pode levar ao potencial máximo.

De acordo com Tatiana, é necessário estimular os profissionais a encararem o bem-estar como rotina e que o projeto ajuda com dicas práticas que podem ser adotadas. Segundo ela, a pandemia da covid-19 vem afetando as pessoas: “As energias mentais e emocionais foram bombardeadas com incertezas e inseguranças. A física teve que ser reinventada devido a termos que ficar em casa e a espiritual vem sendo trabalhada como um porto seguro individual”, aponta.

Diante disso, o programa elaborado pela PwC incentiva que os colaboradores iniciem, pelo menos, dois novos hábitos por vez, mantendo uma sequência de no mínimo 21 dias para aumentar as chances de sucesso.

O Banco de Hábitos sugere três categorias principais de comportamentos a serem seguidos. Elas são:

  • Pessoais: são os hábitos que ajudam a se sentir energizado, renovado e mais produtivo;
  • Equipe: esses são hábitos que beneficiam os colaboradores e os colegas de trabalho;
  • Efeitos rápidos: são os hábitos que podem ajudá-lo a priorizar o bem-estar em cinco minutos.

As quatro dimensões do Estar Bem

Ao promover programas de incentivo ao cuidado do bem-estar físico, emocional e psicológico, as organizações estão investindo no próprio ambiente de trabalho. E os resultados dessas ações podem levar ao desenvolvimento da companhia, aumentando a produtividade e a satisfação dos colaboradores.

E em uma recente pesquisa interna da PwC sobre trabalho remoto e bem-estar, os funcionários indicaram preocupação com as energias mental e emocional, e também elogiaram essas iniciativas.

Por isso, a Sócia e Líder de Capital Humano da empresa reconhece que as ações vêm gerando uma conscientização e como resultado uma maior preocupação e atenção ao tema. “Os índices de participação em iniciativas ligadas ao Estar Bem têm aumentado à medida que abrimos novas turmas de palestras, videoaulas e discussões virtuais”, garante Tatiana.

Nesse sentido, o Banco de Hábitos abrange as quatros dimensões humanas que são fundamentais para a melhora da saúde mental e da evolução pessoal. Esses diversos âmbitos ajudam a determinar o estado de bem-estar humano, já que está relacionada a uma visão completa, que considera aspectos do corpo, mente, ambiente, sociedade, hábitos, entre outros.

1 – Física

A primeira dimensão apontada pela PwC é a física. Segundo o programa, é a maior fonte de energia para o corpo, desse modo, o gasto precisará estar em equilíbrio com a renovação intermitente, possibilitando o melhor desempenho de forma sustentável.

Um exemplo citado por Tatiana Fernandes, Sócia e Líder de Capital Humano da PwC Brasil, para melhorar o bem-estar físico com alguns hábitos individuais, de equipe e de efeitos rápidos, é monitorar o sono, beber água e fazer exercícios físicos.

2 – Emocional

A segunda dimensão apontada pelo Banco de Hábitos é a emocional, aquela situação interna a partir da qual se age e reage. As emoções podem afetar o desempenho, portanto, quanto maior for a carga de sentimentos positivos, mais resistente se torna uma pessoa.

3 – Mental

Outra dimensão apontada pela Líder é a mental: a capacidade de concentrar e orientar a atenção de modo consciente. A atenção é como qualquer outro músculo, quanto mais se treina, mais forte fica. Uma forma de trabalhar essa dimensão é definir prazos, meditar e ler um livro.

4 – Espiritual

A última dimensão apontada por Tatiana a ser trabalhada é a espiritual. Esse âmbito exige explorar o propósito e valores essenciais e individuais, pois as pessoas servem melhor a si mesmo e aos outros quando agem de acordo com seus princípios.

A importância de cuidar das pessoas

Os programas de bem-estar devem fazer parte do compromisso e da cultura organizacional, de forma a criar um ambiente de trabalho inclusivo, valorizando as diferenças e a individualidade de cada colaborador.

Para a especialista, “os cuidados com a segurança das pessoas devem ir além da preocupação com a integridade física e prevenir também o desenvolvimento de transtornos mentais e emocionais”, assegura.

Ainda segundo Tatiana Fernandes, um dos valores da PwC é “cuidar das pessoas”, por isso, a iniciativa Banco de Hábitos faz parte do que realizam e de quem são. “Queremos que nossas pessoas vivam e trabalhem melhor, priorizando seu autocuidado e alcançando a plenitude pessoal e profissional”, finaliza.

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