8 sugestões de recompensas não monetárias para conquistar os melhores talentos em 2019

Data 18/12/2018
recompensas não monetárias

Para uma organização que estará em busca de melhores resultados de gestão de pessoas em 2019, atualizar seu programa de benefícios, mantendo-o atraente, pode fazer a diferença nos tantos desafios que o RH vai enfrentar. Principalmente com a chegada das novas gerações no mercado de trabalho, as recompensas não monetárias estão tendo destaque e muitas vezes são postos-chave para conquistar talentos ideais, além de manter os colaboradores da casa engajados com os objetivos da empresa.

Segundo Luiz Massad, Diretor de RH Latam do Gympass, os millennials estão interessadas em uma troca justa entre o trabalho prestado e a experiência oferecida pela companhia. “Os talentos digitais buscam uma experiência 360°, com incentivos que vão além dos básicos. Para isso, ações direcionadas para melhorar a mobilidade e a autonomia são fundamentais para o engajamento. É preciso entender que o ambiente em que essas gerações (Y e Z) vivem é, sobretudo, baseado na economia compartilhada. ‘Ter’ não é mais ‘poder’ como antigamente”, exemplifica o diretor.

No mesmo sentido, uma pesquisa da CV-Library, site de empregos do Reino Unido, apontou que dinheiro não é mais a prioridade para a força de trabalho, já que 81,9% dos respondentes disseram aceitar um corte salarial, se isso fosse necessário, para trabalhar no “emprego dos sonhos”.

Então, fugindo do clássico de oferecer vale-transporte, vale-alimentação, plano de saúde e odontológico e seguro de vida, o mercado leva empresas a apostarem em recompensas que reforçam uma cultura de valorização ao profissional e que demonstram respeito mútuo entre empregado e empregador.

recompensas não monetárias

Abaixo, listamos algumas opções de recompensas não monetárias que podem fazer sua companhia conquistar melhores talentos (e resultados) em 2019.

1- Condições de trabalho flexíveis

Seja de horário, seja de local, a flexibilidade é um benefício extremamente em alta atualmente. Home office e day off são alguns exemplos de recompensas valorizadas não só pelas novas gerações, como também pelas antigas, que muitas vezes sentem dificuldades para conciliar questões particulares com o trabalho no expediente padrão.

2- Apoio psicológico e programas de mentoria

O estresse e a depressão estão se posicionando como “doenças do século”, por esse motivo muitas pessoas ficaram mais atentas para seus aspectos psicológicos e comportamentais recentemente. Nesse cenário, o RH pode conduzir um programa de aconselhamento para os colaboradores referente a seus problemas pessoais e profissionais, além de mentoria para desenvolvimento individual.

3- Incentivo à prática de atividade física e à alimentação saudável

Além da saúde mental, cuidar da saúde se tornou uma das prioridades para as pessoas. Em razão disso, oferecer opções de lanches saudáveis e patrocinar ações esportivas são diferenciais no portfólio de benefícios. De acordo com Luiz Massad, o colaborador que pratica atividades físicas com frequência só traz aspectos positivos para a companhia em que trabalha. “Uma pessoa ativa falta menos ao trabalho, usa menos o plano de saúde e tem duas vezes mais chances de permanecer na empresa”, afirma Luiz.

Além disso, o diretor afirma que o funcionário fica mais motivado e produtivo. “As empresas têm um papel fundamental em viabilizar o acesso e incentivar a prática de atividades físicas de seus funcionários. O esporte traz disciplina, resiliência, desenvolve trabalho em equipe e engaja”, complementa ele.

4- Investimento no desenvolvimento do profissional

Em qualquer área, o aprendizado precisa ser contínuo e o profissional não pode parar de estudar para se desenvolver. Então, sempre que possível, possibilite que seus colaboradores façam cursos e participem de eventos, conferências e palestras. Um exemplo conhecido é a bolsa de estudos, que pode incluir cursos de qualificação, graduação e pós-graduação.

No quesito desenvolvimento profissional, outra ação que deve ser considerada é a de dar feedbacks orgânicos a cada entrega do funcionário. Assim, a empresa deixa mais claro quais são as habilidades que precisam ser melhoradas, os pontos fortes do colaborador e ainda proporciona um ambiente organizacional transparente e com alinhamento.

5- Reconhecimento

Aproveitando o momento de feedback, é importante levar em consideração que pessoas gostam de ser reconhecidas. No caso das organizações, a homenagem pode ser por meio de comunicados digitais ou nos murais (se for aplicável) e também cartões e presentes para os colaboradores que se destacarem.

6- Recompensa para a família

Caso, em determinado projeto, exista a necessidade de o colaborador ficar no trabalho além do horário combinado, pense em recompensas para a sua família, em agradecimento ao tempo que a empresa o tirou do convívio familiar. Para esposas, por exemplo, pode ser uma flor ou um chocolate.

7- Auxílio-creche e local dedicado ao período de amamentação

Ainda no lado familiar, muitos pais se sentem incomodados por deixar seus filhos para ir trabalhar. Portanto, apoiá-los com as crianças é algo precioso para esses profissionais. Aposte em auxílio-creche e em um local dedicado para amamentação dos bebês.

8- Pense em ações individuais

O que seu colaborador valoriza? Ele prefere viagens ou passeios na cidade? É ligado em cultura, assiste filmes, vai a shows? Enxergue o ser humano que está atrás do profissional que presta serviço para sua empresa. Apesar de existirem padrões, as pessoas têm desejos e necessidades particulares, que podem, muitas vezes, serem atendidas em alinhamento com a empresa, de forma a manter o colaborador mais motivado e aumentar sua produtividade.

Como começar?

Para Luiz Massad, é importante a aplicação de uma pesquisa com os colaboradores para entender quais são suas expectativas com a empresa. “Depois, é o momento de procurar fornecedores que prestem o tipo de serviço procurado, para que seja traçado um planejamento. É importante conectar a estratégia de recompensa e benefícios com o propósito e valores da companhia”, comenta Luiz.

Um exemplo de recompensa não monetária

Em 2015, a Johnson & Johnson lançou o programa Energy for Performance®, um treinamento oferecido globalmente, de forma periódica, aos funcionários da empresa. Como explica Guilherme Rhinow, Diretor de Recursos Humanos da J&J no Brasil, é um dia de imersão com o objetivo de fazer com que as pessoas busquem a “melhor versão de si mesmas”. “A ação compreende a saúde em quatro dimensões (espiritual, mental, emocional e física) e inclui a meditação entre as atividades, direcionando os funcionários para alcançar alto desempenho e bem-estar no trabalho e na vida”, comenta Guilherme.

Segundo o diretor da J&J, a rotina e os desafios do dia a dia fazem com que muitas vezes nos esqueçamos de cuidar de nós mesmos. Por isso, a Johnson & Johnson entende que é também uma responsabilidade da empresa garantir o bem-estar de seus funcionários e proporcionar um ambiente de trabalho saudável através dessas recompensas não monetárias. “Quando passamos a ter uma visão abrangente sobre o assunto, entendemos que ajudá-los a viver bem em todos os aspectos da sua vida é essencial para que possam encontrar o seu propósito e realizar as suas atividades com mais leveza, resultando em um trabalho mais produtivo, efetivo e feliz”, finaliza ela.

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