Aplicativos mobile de RH para ficar de olho em 2019

Data 08/01/2019
aplicativos mobile de rh

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 138 milhões de brasileiros possuíam smartphone em 2018 e o número não parava de crescer. Já outro levantamento, dessa vez da Statista, revelou que, no Brasil, o tempo médio gasto nesses dispositivos é de quase 5 horas diariamente. Diante desses números, é difícil evitar que funcionários usem o celular em horário de trabalho.

Para Marcello Porto, Diretor de Produtos da LG lugar de gente, é o momento de as organizações absorverem essas ferramentas e trazer aplicativos mobile para a rotina do RH e das pessoas. Segundo o diretor, o celular é um canal de comunicação mais acessível e quem souber aproveitar vai sair na frente. “Diversos setores já estão se beneficiando do movimento, a começar pelas instituições financeiras. De 2011 a 2017, as transações bancárias feitas por mobile banking cresceu exponencialmente. Afinal, com os aplicativos de banco, os serviços estão disponíveis a qualquer hora e em qualquer lugar, com menores taxas e sem filas”, comenta ele.

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Como o RH também pode ser favorecido com o uso constante de aplicativos? Quais ferramentas já estão disponíveis no mercado? Como a sua empresa pode entregar serviços de forma simplificada para os colaboradores? Para responder essas questões, listamos quatro apps de gestão de pessoas para seu RH estar na mão das pessoas em 2019. Confira:

1 – Ponto Gen.te

Por causa do alto índice de adesão, Marcello acredita que esse aplicativo é como um divisor de águas para as empresas e costuma ser o primeiro investimento do RH. O Ponto Gen.te é o aplicativo para registro da jornada de trabalho dos colaboradores. Ideal para todo tipo de companhia, mas, principalmente, para aquelas que possuem funcionários alocados fora do escritório.

Algumas das possibilidades dessa ferramenta são marcação de ponto via geolocalização, registro de ponto através de QR Code, marcação de ponto off-line, identificação através de biometria facial, notificações e avisos de saída e retorno à jornada de trabalho, além de notificações ao gestor sobre a ausência do colaborador.

Conheça a solução.

2 – Feedback Gen.te

Novidade no mercado, o Feedback Gen.te é o aplicativo para dar e receber feedbacks individuais e coletivos, em tempo real. Através desse sistema, funcionários e líderes avaliam projetos, reuniões, atitudes e atividades no trabalho. O app disponibiliza histórico de feedbacks na timeline, interação com os feedbacks através de “aplausos”, “curtidas” e “comentários”, envio de feedbacks de forma individual e coletiva, associação de competências, habilidades e sentimentos ao feedback. Também é possível envio de feedback com diferentes privacidades, como público, time, para equipes envolvidas em um projeto, privado ou somente gestor.

O Vice-Presidente da LG lugar de gente, Felipe Azevedo, explica que a solução foi desenvolvida para instrumentalizar e apoiar a implantação de uma cultura de feedback orgânico e contínuo. “Essa é, hoje, uma das principais tendências em gestão de pessoas, não apenas porque atende as novas demandas de avaliação em tempo real, mas também porque agiliza a tomada de ações corretivas e promove o aprendizado constante”, comenta Felipe.

Saiba mais.

3 – Gen.te Mobile

O Gen.te Mobile é o aplicativo de autoatendimento de RH para agilizar o atendimento interno às demandas dos colaboradores e desafogar a área de gestão de pessoas das atividades operacionais. Isso tudo através de serviços como solicitações de férias, afastamentos e benefícios, assinatura digital do aviso de férias, consulta ao demonstrativo de pagamento, informe de rendimentos, acompanhamento de atividades pendentes como treinamentos não realizados, avaliações não respondidas e comunicações aos colaboradores através de push notifications, pesquisas e enquetes.

Fique por dentro.

4 – Entrevista Gen.te

Para acelerar o recrutamento e seleção, o Entrevista Gen.te é o aplicativo que permite realizar entrevistas por vídeo com os candidatos. Isso reduz os custos de deslocamento, otimiza o tempo com encontros presenciais e aumenta eficiência do processo seletivo. Com ele, é possível gravar de vídeos a pré-entrevistas, notificar os candidatos via e-mail, enviar questionários de múltiplas escolhas. Além desses pontos, existem outras possibilidades como a avaliação de domínio de língua estrangeira e a leitura facial para identificação de expressões e sentimentos do candidato.

Veja detalhes.

Bônus: o que você precisa saber sobre BYOD

Para colocar em prática os aplicativos listados acima no dia a dia dos funcionários, é fundamental que exista investimento na experiência do usuário. Para Marcello Porto, a adesão e engajamento fazem parte dos principais desafios do RH na hora de implantação dos apps. “A premissa até pode ser o desenvolvimento da tecnologia, mas a maior dificuldade é fazer com que as pessoas usem as funcionalidades disponibilizadas e mudem seus hábitos”, afirma o diretor.

Nesse contexto, surge o Bring Your Own Device (BYOD), que é o conceito sobre o incentivo dos colaboradores a trazerem seus próprios dispositivos para o ambiente de trabalho. Essa prática vem ganhando cada vez mais espaço nas empresas. Porém, muitas ainda não sabem por onde começar uma estratégia desse tipo ou como aplicar o BYOD na gestão de pessoas.

A dúvida que permeia o RH é: devo autorizar ou não a utilização dos smartphones pessoais no ambiente de trabalho? Para Marcelo Crespo, sócio da Peck Advogados e especialista em direito digital, liberar o uso dos dispositivos próprios requer algumas responsabilidades. “A autorização deve ser feita mediante a regulamentação por políticas específicas, declarando quais atos são autorizados. Isso dará segurança ao trabalhador e ao empregador. A grande questão é como fazer essa prática corretamente”, explica Marcelo.

Cezar Taurion, Diretor e Parceiro de Transformação Digital e Economia da KICK Ventures e ex-evangelista de tecnologia da IBM, comenta que o primeiro passo para criar a cultura de BYOD é definir a estratégia. “O fato de cada vez mais os usuários terem seus próprios smartphones não significa que a empresa deve ficar parada, esperando que eles os tragam e os conectem à rede corporativa. É importante validar se existem restrições legais, implicações nos aspectos relacionados à remuneração dos funcionários e aval da auditoria e da área de gestão de riscos”, avalia.

Voltando aos aplicativos mobile de RH, Marcello Porto ressalta a grande volatilidade das tendências e demandas. “Hoje alguns serviços já são oferecidos, amanhã a necessidade pode ser outra. Então, para iniciar a implementação dos apps, sugiro começar em grupos menores, como gestores, e depois partir para o restante das equipes. Assim, é possível desenvolver melhor a estratégia e gerar interesse por parte dos demais”, avalia o diretor.

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