Como o RH deve lidar com a confiança no mercado de trabalho em baixa?

Data 27/08/2019

Recrutadores, profissionais empregados e desempregados diminuem sua confiança no mercado de trabalho em relação aos dados do ano passado. É o que constatou a 8ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH). Mais do que isso, o relatório mostra que o desafio de encontrar o colaborador ideal segue preocupando as equipes de RH.

Confiança no mercado de trabalho

Mais de 1.100 entrevistados, divididos entre recrutadores, profissionais qualificados empregados e desempregados participaram da pesquisa. O ICRH mostra que, para 46% dos responsáveis pelas contratações, o principal problema está na carência de pessoas com as competências desejadas.

Marcos Piellusch, Coordenador do Labfin da Fundação Instituto de Administração (FIA), observa que esses resultados são reflexos das incertezas que ainda predominam no atual cenário econômico do país.

A escassez de profissionais qualificados seria resultado do baixo índice de desocupação destes trabalhadores somado ao número de recém-formados que saem das universidades, incapazes de acompanhar a taxa de criação de vagas. Como o RH pode ajudar sua empresa a vencer esse desafio?

Superando a baixa confiança no mercado de trabalho

Além de profissionais que se mantenham atualizados quanto as tendências tecnológicas. É importante que as equipes de gestão de pessoas também se renovem, estudem, conheça novas tecnologias e se mantenham informados sobre as inovações do mercado.

Para alcançar os colaboradores ideais, Vanessa Aguiar, Gerente de Recrutamento da Robert Half, recomenda aliar novos recursos a práticas tradicionais. “No momento do processo seletivo é importante atuar com ferramentas tecnológicas que podem servir de ajuda para uma primeira pesquisa técnica do perfil. Além disso, durante a procura de profissionais qualificados, também é necessário buscar referências dos ex-gestores”, completa.

Vanessa assegura que isso ajuda a organização a entender na prática qual profissional realmente tem a qualificação necessária para a posição. Conhecer o perfil do profissional é extremamente importante, uma vez que os recrutadores que participaram da sondagem do ICRH percebem que cerca de 33% dos candidatos mentem nos currículos.

Confiança no mercado de trabalho
Gráfico retirado do ICRH realizado com recrutadores revela que 33% dos candidatos mentem nos currículos

Contudo, ela ressalta que a adesão às transformações digitais é um desafio para a gestão de pessoas. “Ter um processo seletivo digital, muitas vezes, é mais rápido e tem redução de custos, mas é necessário lidar com um grande volume de informações de candidatos que chegam de forma on-line versus a qualidade dos perfis. A era digital traz velocidade para empresas e empregados e é, sem dúvida, a tendência no mercado de trabalho, mas deve ser usada com consciência e para facilitar processos”, avalia.

Alinhamento cultural

O desafio é ainda maior quando envolve a aderência dos candidatos à cultura organizacional. O relatório mostra que 31% dos recrutadores afirmaram ter dificuldade de encontrar talentos que se adéquem aos princípios da companhia.

A Gerente de Recrutamento da Robert Half esclarece que selecionar profissionais que tenham afinidade com os valores da empresa é fundamental para garantir os resultados esperados.

Da mesma forma, empregar alguém que não esteja em sintonia com o propósito da organização pode ter reflexos negativos. “Ao contratar pessoas que combinam com a cultura da organização, elas tendem a assimilar as informações com maior facilidade e contribuem para o negócio de maneira mais rápida. Por outro lado, uma contratação ruim, em que o profissional não tenha aderência à cultura corporativa, pode diminuir a motivação de toda a equipe”, pondera Vanessa.

Diante da avaliação menos otimista apurada no ICRH em relação à confiança no mercado de trabalho, o tema ganha relevância. Isso porque as incertezas em relação aos problemas fiscais do país têm impactado negativamente as expectativas para os próximos seis meses.

Nesse cenário, ser uma empresa que possui fortes propósitos e valores definidos é crucial para se sobressair com relação aos concorrentes.

Importância dos benefícios

Oferecer aos colaboradores um pacote de benefícios atrativos também é imprescindível. O relatório mostra que 20% dos profissionais consideram esse ponto como relevante na escolha de uma vaga. Em contrapartida, apenas 8% dos recrutadores consideram a construção dessas vantagens um desafio importante.

Sendo assim, a baixa confiança no mercado de trabalho pede também maior atenção às necessidades dos profissionais que já são parte do quadro para entender o que precisa ser oferecido aos novos talentos. “O ideal é que a empresa pesquise principalmente com os profissionais atuais quais são os benefícios mais atrativos. Deste modo, a companhia poderá reunir as sugestões para medir qual o melhor caminho para melhorias”, recomenda Vanessa.

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