5 competências para trazer a destreza digital para sua empresa e melhorar o desempenho do seu negócio

Data 04/11/2019
destreza digital

Falar sobre novas formas de alcançar melhores resultados para o seu negócio exige que sua empresa passe por uma avaliação da capacidade em lidar com a transformação digital. Embora a atenção dos líderes esteja cada vez mais voltada para o futuro, 83% deles reconhecem que suas iniciativas ainda não deram resultado e muito disso se deve à falha em trazer uma postura de destreza digital para dentro das organizações.

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De acordo com o relatório Digital Dexterity at Work, apresentado pelo Gartner após ouvir 3.500 colaboradores globalmente, apenas 5% das empresas inserem incentivos e políticas em suas rotinas de trabalho capazes de fomentar essa cultura.

Por um lado, a consultoria define destreza digital como a habilidade e o desejo de explorar tanto tecnologias existentes como emergentes atrás de melhor desempenho. Por outro, o relatório aponta que esse posicionamento ainda é raro nas empresas porque demanda a combinação de capacidade e ambição para trabalhar digitalmente.

Para Rodrigo Guerra, Arquiteto em Solução de Nuvem da Microsoft, é necessário assumir a responsabilidade de agir agora pensando a longo prazo. “Uma recomendação para liderar nesse cenário tão difícil é ter uma aptidão para fazer movimentos bruscos estratégicos. Se você olhar esses movimentos, que são muito diferentes e têm um grande potencial de risco, e tentar entendê-los e se aprofundar, torna-se mais fácil liderar vendo esse risco como uma aposta no futuro”, aconselha.

Confira a seguir cinco competências essenciais a seu quadro de trabalho para melhorar a afinidade de seu negócio com essa postura.

1 – Visão do negócio é chave para a destreza digital

Embora a destreza digital em si não seja um talento, o Gartner conclui que contar com profissionais com algumas competências específicas tende a aumentar significativamente a probabilidade de alimentar essa cultura. Uma das mais significativas é a visão do negócio.

Para a consultoria, a consciência dos colaboradores em contextos interno e externo da companhia sempre foi desejada por seu impacto no desempenho individual em geral. Diante da velocidade das mudanças atuais, essa compreensão se torna ainda mais necessária.

O relatório estima que essa ampla visão do negócio entre os funcionários elevaria em quase dez vezes a capacidade da organização em tirar o melhor proveito da tecnologia para seus resultados.

2 – Seja capaz de se adaptar

Outra capacidade importante é a adaptabilidade, que permite aos profissionais estarem abertos a novas formas de trabalho. Como explica Rodrigo, a presença cada vez maior de novas tecnologias implica em grandes mudanças e é preciso estar pronto para elas.

“Eu acredito que esse tipo de tecnologia, como computação em nuvem e Inteligência Artificial, tem um poder disruptivo muito grande. Isso pode fazer com que a maneira que a gente trabalha seja totalmente diferente. É o mesmo que pensar como seria nosso trabalho se voltássemos 25 anos no tempo e falassem para trabalharmos sem computadores”, avalia.

Indo além, Rodrigo ressalta que essa adaptabilidade pode refletir diretamente no desempenho financeiro da companhia. “Quando falamos em computação em nuvem, as empresas que são mais flexíveis têm maior vantagem da tecnologia. Elas deixam de ter um gasto de servidor e infraestrutura, que é fixo, para ter um que é flexível. Elas podem ter velocidade e rapidez para alternar esse gasto de acordo com novas necessidades, produtos e demandas”, pontua.

3 – Jogo de cintura nos relacionamentos

Saber construir relacionamentos e influenciar colaboradores também é uma das habilidades que ganham ainda mais importância nesse cenário. De acordo com os dados apurados pela Gartner, apenas 17% das empresas entrevistadas contam com líderes que dão o exemplo de comportamentos adequados ao contexto de destreza digital.

Segundo o levantamento, essas organizações têm quase três vezes mais probabilidade de se adequar melhor à tarefa de usar novas tecnologias em benefício do desempenho do negócio.

Boa parte disso esbarra também na forma como líderes e funcionários se relacionam diante de possíveis erros. “Quando falamos em startups, em empresas de tecnologia, é muito presente a cultura do erro, de permitir que as pessoas falhem e que aprendam com isso. Não há como se fazer algo novo, completamente inovador, sem a permissão para errar. Vamos acabar fazendo as mesmas coisas que já conhecemos, sem conseguir inovar”, pondera Rodrigo Guerra.

4 – Cada vez mais colaborativo

Ainda sob influência da cultura de bons relacionamentos, ser capaz de estabelecer um clima de colaboração efetiva com funcionários dotados de perspectivas e experiências diversas é fundamental.

Conforme aponta o estudo feito pelo Gartner, a capacidade de se adequar ao contexto de destreza digital não está diretamente ligada ao fator geracional. Dados do relatório mostram que menos de 1 em cada 10 profissionais avaliados de cada geração se mostra alinhado de fato a essa cultura.

Por isso, Rodrigo Guerra alerta para a necessidade de compreender a fusão de experiências de trabalhadores com mais bagagem às de profissionais mais jovens. “Uma das dicas que eu daria para os líderes das empresas é promover e ouvir as novas gerações. Elas não estão passando pela transformação digital, elas vêm desse processo. Ouvindo essas ideias e pensamentos novos já é possível ter uma noção do que está mudando”, recomenda.

5 – Pensamento sistêmico e o papel do RH

Ser capaz de entender as relações internas e externas entre as tecnologias utilizadas na organização e nos processos diários também é imprescindível para garantir a destreza digital na rotina da companhia.

Para isso, a área de gestão de pessoas tem papel crucial como guardião da cultura organizacional e sua propagação. “Historicamente, o RH é a área responsável pelas pequenas escolhas que definem a cultura da empresa”, comenta Rodrigo.

Mais do que isso, além de proporcionar um ambiente propício para atuar com destreza digital, ele explica que o trabalho da gestão de pessoas é capaz de impactar a atração e retenção. “Essas escolhas que estão em parte no RH e começam a formar a cultura da empresa têm um papel muito importante. Os gerentes e empresas que estiverem abertos a esse tipo de mudança tecnológica vão atrair os candidatos mais criativos e mais dispostos a irem atrás de soluções”, finaliza.

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