Porque sua empresa precisa rever sua cultura de feedback

Data 17/03/2020

Não importa se o que está em jogo é o término de um projeto ou o resultado anual da organização, medir o desempenho do colaborador é uma preocupação permanente do RH. Contudo, tem ficado cada vez mais claro que o tradicional feedback pontual, comumente realizado uma vez ao ano, já não é a forma mais eficaz de engajar os membros da empresa e avaliar as necessidades para o futuro.

Para Leonardo Avelar, Consultor Comercial HCM na LG lugar de gente, isso está diretamente ligado ao papel que a avaliação cumpre dentro do escopo da companhia. “Mais que um método, o feedback é uma ferramenta de apoio para melhorar e instrumentalizar o processo de desenvolvimento e desempenho”, afirma.

Sendo assim, ele explica que não existe mais espaço para tratar essa valiosa interação com o funcionário como mera conversa informal pelos corredores da empresa e que é necessário evoluir.

Por que atualizar o modelo tradicional de feedback?

A verdade é que o mercado já percebeu que o modelo tradicional, que avalia o desempenho do profissional uma vez por ano depois de um ciclo completo baseado em expectativas, não é a melhor opção.

Segundo Leonardo, o diálogo entre funcionário e empresa sobre sua evolução faz parte da gestão estratégica do RH e deve ser integrado ao dia a dia. “Como ele é recebido depois de ser admitido, sua integração, como ele é acompanhado e tem seu desempenho avaliado. É nesse momento que entra o assunto do feedback”, aponta.

Por isso, o especialista avalia que as empresas já não vêem mais com bons olhos a metodologia tradicional, embora algumas ainda sigam por esse caminho. A crítica se ampara no fato de que são essas avaliações, realizadas apenas uma vez ao ano e com resultados pouco eficazes, que devem apontar, por exemplo, pontos de melhoria através de Planos de Desenvolvimento Individuais (PDIs).

“Esse processo de avaliação é feito apenas no final do ano. Quando vai apresentar o feedback a seu subordinado, o gestor frequentemente irá se lembrar dos dois últimos meses, caso tenha uma memória boa, ou, mais provavelmente, apenas do mês que passou. Muitas vezes ainda, ele vai se lembrar apenas do que aconteceu de pior no ano, aquilo que marcou”, alerta.

Para o especialista, é importante lembrar que o gestor normalmente tem um ano recheado de projetos a serem desenvolvidos com seu time, mas apenas uma oportunidade para avaliar o desempenho de todos. Nesse cenário, Leonardo avalia que o método tenha mais reflexos negativos do que positivos.

“O que temos é uma reunião tensa, ruim para os dois lados, e que no final das contas pode comprometer o clima da empresa”.

Pontos de melhoria da avaliação orgânica

Tomando como exemplo o modelo adotado pela gigante General Motors (GE) há alguns anos, o especialista em HCM aponta que o dinamismo do mercado e o novo perfil de colaboradores, ­­cada vez mais jovens nas empresas, expuseram a ineficiência do modelo tradicional e a necessidade de atualização. Esse processo provocou mudanças no modo de pensar o feedback e criou diferentes maneiras de realiza-lo.

A avaliação orgânica é um dos pontos de melhoria. Segundo Leonardo Avelar, ela é composta por:

  • Fim da obrigatoriedade: no processo de feedback contínuo, a realização da avaliação torna-se aberta à escolha do avaliado. Contudo, ela segue ligada à definição de medidas de desenvolvimento dentro da organização, isso faz com o que antes era um risco para o futuro do colaborador na companhia se torne uma oportunidade.
  • Maleabilidade: outro ponto importante está no fim da existência de um prazo determinado para que essa reunião aconteça. No modelo de avaliação orgânica, o feedback ainda pode contar com um momento de formalização no final do ano, mas passa a ser acompanhado por quantas experiências forem necessárias ao longo do ciclo.
  • Simplificação: por ser feito apenas uma vez, a metodologia tradicional é extremamente extensa e complexa. Leonardo explica que isso tende a encarecer o processo por exigir não só o reforço de uma solução de tecnologia como a contratação de uma consultoria. Para ele, a adoção da cultura de feedback contínuo simplifica essa rotina, tornado-a mais fluida.

Expandindo a experiência do feedback com a tecnologia

Além dessa evolução de modelos, Leonardo ressalta que o reforço da tecnologia pode proporcionar a expansão da experiência e estimular ainda mais o envolvimento dos profissionais da organização no processo de avaliação.

Diante do estabelecimento de uma rotina de feedbacks e utilizando novas tecnologias, como aplicativos de feedback, torna-se possível que um colaborador avalie qualquer companheiro de equipe com quem interaja. Segundo o especialista, a riqueza dessa possibilidade está na comunicação constante e estruturada entre funcionários e gestores sobre seus desempenhos, atrelada a uma ou mais competências que serão utilizadas na avaliação formal.

“Por fim, o RH terá o ranqueamento e indicadores que servem de termômetros para que o gestor acompanhe todo o processo ao longo do ano”, ressalta. Mais do que isso, Leonardo esclarece que é esse movimento que tende a culminar na transformação do ambiente organizacional.

“O ganho com esse modelo é a criação da cultura de feedbacks contínuos, o que é extremamente positivo. Forma-se um verdadeiro ciclo virtuoso. Existe uma rede ligada ao desempenho e que possibilita entender a importância dessa dinâmica de forma que lá no fim seja muito mais fluido, mais leve”, pontua.

Indo além, a consolidação dessa cultura positiva pode ser beneficiar de soluções como o aplicativo Feedback Gen.te, utilizado em paralelo com a solução Gen.te Evolui – Carreira da LG lugar de gente.  “Funciona como uma rede social. A solução vai criando uma timeline de feedbacks que podem ser aplaudidos ou comentados, por exemplo, compondo o que chamamos de orgânico. Através dessas interações, as pessoas vão aderindo, carimbando como a percepção da outra pessoa é verdadeira ou não para elas mesmas”, completa.

Apesar de benéfica, Leonardo reconhece que a transição para o novo modelo avaliativo não é simples e que enquanto setores como o de serviços já nem o considerem mais disruptivo, outros como o industrial ainda tem dificuldade em fazer a mudança.

Diante disso, o especialista avalia que a melhor maneira seja adotar um modelo híbrido de feedback e que, a partir dele, a evolução seja natural com a experiência. ”A LG apoia seus clientes com ferramentas que vão permitir desenvolver uma cultura de feedback ao longo do ano de maneira mais fluida, ligada à gestão de desempenho e desenvolvimento”, afirma.

Conheça detalhes do aplicativo Feedback Gen.te e veja como a solução pode aumentar o desenvolvimento e o engajamento dos colaboradores em sua empresa.

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