O fim da era dos “heróis especialistas”: o que muda para o C-Level?

Data 25/09/2018
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O estudo “Tendências do Capital Humano 2018”, realizado pela Deloitte, apontou que os líderes de RH acreditam que a colaboração do corpo C-Level nos projetos das áreas é muito importante para as empresas. Além disso, na pesquisa, percebeu-se que as organizações com um nível mais alto de cooperação entre executivos são as mais propensas a conquistar um crescimento de 10% ou mais.

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Diante desse cenário, Daniela Mendonça, Presidente da LG lugar de gente, acredita que aquela imagem do CEO sozinho no topo já não cabe mais nas organizações do futuro. “Tão pouco os integrantes do C-Level, considerados por tanto tempo os ‘heróis especialistas’, podem continuar apenas cada um com o seu próprio ‘C’ em sua área de atuação específica, enquanto as empresas lidam com desafios tecnológicos, gerenciais e sociais de grandes proporções. O momento de desconstruir as velhas hierarquias chegou”, considera a presidente.

O relatório também indica que, se as empresas continuarem a enxergar cada área como silos, os resultados serão cada vez piores. Em oposição, fazer com que haja uma sinfonia entre os executivos da companhia e entre esses mesmos líderes e seus times fará com que os desafios sejam superados. Segundo Daniela, não é difícil ver como essa interação, ou a falta dela, interfere no dia a dia das organizações: “Empresas com maior colaboração conseguem mais fluidez em seus processos, trazendo qualidade, produtividade e rapidez na resolução de problemas”.

Levando em consideração a evolução das rotinas de trabalho, a quebra de silos também é importante diante da transformação digital pela qual as companhias têm passado. Entre os desafios dessa nova realidade estão o desenvolvimento de novas habilidades, principalmente as soft skills, devido à automação das atividades. “Também podemos citar o envelhecimento da força de trabalho concomitante à chegada de uma nova geração completamente diferente e o aumento da concorrência, que, dentre outros temas, aumentaram a complexidade nas organizações”, exemplifica a presidente da LG.

“Com esse cenário, não dá mais para líderes e equipes trabalharem sozinhos e não colaborarem entre si. Afinal, esses desafios permeiam toda a organização e precisam ser tratados em conjunto para garantir o crescimento das companhias.” Daniela Mendonça, Presidente da LG lugar de gente

Como colocar o “corpo C-Level” em prática?

Daniela Mendonça - LG Lugar de Gente

Daniela Mendonça, Presidente da LG lugar de gente

Daniela não confia em nenhum tipo de gestão distante da operação, pois os problemas e desafios se apresentam diariamente e as equipes precisam do apoio executivo para dar as diretrizes, acompanhar os indicadores e traçar novas rotas. “Também não acredito que a estrutura em ‘silos’ seja benéfica para as organizações, pois eles promovem uma quebra indesejada nos processos. Por isso, os desafios devem ser vencidos em conjunto e, claro, isso só é possível se houver proximidade entre os times”, explica.

Para Daniela, o caminho para começar essa sinergia entre C-Level e times, em primeiro lugar, é a força do exemplo. Por isso, segundo ela, o CEO tem um papel tão relevante. “Também vejo que é dever do líder eliminar qualquer fonte de desacordo ou cisão entre as equipes e sempre procurar promover um ambiente de colaboração. Precisamos de especialistas que jogam muito bem em harmonia e não que sejam altamente produtivos sozinhos. Esse modelo já não funciona mais”, conclui a presidente.

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