Liderança 4.0: modelo de gestão da era digital

Data 31/12/2018
liderança 4.0

Liderança 4.0 é um conceito novo para você? Se sim, não se preocupe, esse é um termo criado para falar sobre os comportamentos que são relevantes para os líderes na era digital. De acordo com Roberta Perdomo, Fundadora da Aqto Consultoria Relacional, com todas as transformações que o mundo VUCA traz para as organizações e para o mundo do trabalho, a forma de liderar também precisa mudar “tornando-se mais compartilhada e menos hierárquica”.

Mas, afinal, qual a diferença entre o modelo de liderança 4.0 para os demais? Roberta explica que a gestão tradicional está pautada em gerenciar pessoas e ter os líderes como responsáveis por “fazer acontecer”.  “Nesse sentido, os gestores são considerados quase ‘heróis’ que sabem tudo e têm a missão de direcionar e influenciar, sendo o ponto focal das equipes. Isso já é um avanço, se pensarmos que antes tínhamos um modelo mais autoritário ou coercitivo, de comando e controle, até a era da produção em massa e do chamado ‘fordismo’, ainda presente em muitas organizações”, detalha ela.

A especialista destaca que na era digital essa forma de liderar não consegue atender as necessidades das empresas. “Com a digitalização e virtualização, as coisas mudam com uma velocidade muito mais rápida. Isso exige equipes autogeridas, ou seja, com autonomia e autoridade para experimentar, errar, consertar e criar. O desafio dos novos gestores então é formar times que não dependam do líder por perto o tempo todo para alcançar bons resultados”, afirma.

Características da liderança 4.0

Qual o perfil do líder 4.0? Segundo Roberta, apesar de dar mais autonomia para o time, nesse modelo, o gestor se torna mais próximo do colaborador, tornando a gestão humanizada. “Ele consegue formar uma equipe engajada, na qual outras lideranças emergem naturalmente”, ressalta a especialista.

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Para isso, ela destaca algumas competências que eles devem ter. “As duas principais habilidades do líder 4.0 se relacionam ao aspecto humano. A primeira delas é a capacidade de atuar como um facilitador, promovendo diálogo e empoderando pessoas, afinal, isso é fundamental para formar equipes autogeridas. A segunda é a empatia para entender e conhecer as pessoas com quem se relaciona, promovendo um ambiente de colaboração”, explica Roberta.

Para a especialista, as empresas podem e devem preparar seus gestores para o modelo de liderança 4.0. “A formação dos líderes precisa ser redesenhada a partir de novas premissas e habilidades. Porém, além de treinamento, a mudança nas organizações deve ser mais sistêmica. Por exemplo, reestruturar as equipes, pensar em novas formas de recompensar e analisar o desempenho, assim como rever as rotinas de gestão e implementar metodologias ágeis são iniciativas que podem fomentar uma nova forma de liderar”.

Roberta destaca ainda que as novas tecnologias podem ajudar as empresas e gestores na adoção do modelo de liderança 4.0. “Mas como em todo processo de mudança, a tecnologia é só o meio. Quem usa, precisa se reconfigurar. É a hora de dar um ‘reset’ na maneira como estamos liderando pessoas nas organizações”, finaliza a especialista.

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