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Desafios da maternidade nas empresas: como líderes e a gestão de pessoas podem apoiar as mulheres nesse momento?

Data 06/05/2022

Sua área de gestão de pessoas e lideranças estão preparadas para apoiar as colaboradoras diante dos desafios da maternidade nas empresas? Quer dicas de como desenvolver um ambiente favorável para contribuir com elas e garantir uma boa experiência, além de aumentar o senso de pertencimento e engajamento?

Confira o que disseram três mães e profissionais da LG lugar de gente. Além de compartilharem suas trajetórias, elas abordaram os desafios da maternidade conciliada à vida profissional e compartilharam dicas valiosas sobre como líderes e a área gestão de pessoas podem atuar nesse momento.

Trajetória profissional

Daniella Vasconcellos é formada em Engenharia de Software e trabalha desde os 15 anos na área de programação. Em seus dezesseis anos de trabalho na LG, a profissional começou como Estagiária, passou para Desenvolvedora, depois Coordenadora de Área, até a oportunidade de gerir o departamento de inovação.

“Gosto de lembrar do início da minha carreira quando me deparo com situações que colocam meu potencial em cheque. Percebo que quando era uma menina não deixei isso acontecer, não vai ser agora sendo uma mulher”, relata.

Luciene Martins cursou Ciências da Computação e já ocupou os cargos de Analista de Treinamento, Supervisora de Treinamento e Analista de Testes na equipe de Desenvolvimento.

Na LG lugar de gente, ela iniciou sua jornada como Analista de Requisito, depois como Controladora de Projetos, Líder de Equipe, Gerente de Projetos e, agora, é Gerente da área de Gestão para Resultados. “Em todos os momentos da minha carreira profissional me senti realizada e feliz, fazendo o que gostava e imergindo profundamente em fazer melhor”, afirma.

Viviane Lacerda iniciou sua vida profissional aos 14 anos, em um escritório de contabilidade. Depois de graduada em Engenharia de Produção, ela passou por diversos cargos até assumir a Diretoria de Operações na LG lugar de gente: “Estou muito feliz e entusiasmada com o desafio”, compartilha.

Importância da cultura inclusiva nas organizações

De acordo com Viviane, a diversidade e inclusão trazem inovação e diferencial competitivo para as empresas. “Não podemos nos deixar levar por aparências ou orientação sexual. Precisamos ter foco nas pessoas, em suas habilidades e competências profissionais”, destaca.

Para ela, os resultados da adoção de políticas que estimulem a diversidade geram benefícios expressivos às companhias. “A cultura inclusiva gera senso de pertencimento aos colaboradores e isso resultará em um clima organizacional saudável, com aumento do engajamento, performance e, consequentemente, em resultados para as organizações”, afirma.

Papel da liderança

Outro ponto abordado no estudo é a importância da liderança na superação dos desafios da maternidade. O relatório destaca que os líderes devem fazer parte dos esforços para incentivar uma cultura que ajude as mães a se reintegrarem no local de trabalho, reivindicar sua identidade como profissionais e conquistar novas perspectivas para em suas carreiras.

Para Daniella, a gravidez é um momento de muitas transformações na vida da mulher e toda a família, por isso é muito importante que a profissional se sinta amparada pelos seus líderes, equipes e organização.

“Não se sentir acolhida pela empresa que trabalha deve ser desesperador. No momento da gravidez, a LG me acolheu, porque é uma empresa que tem o Humanismo em seus valores . A preocupação com a nossa saúde familiar é muito importante”, relata.

Desafios da maternidade

Unir o lado profissional com o pessoal não é uma tarefa fácil, ainda mais durante o processo de retorno após a licença-maternidade. Segundo Luciene, que é mãe de gêmeos, acredita que a parte mais difícil são os julgamentos de pessoas próximas. Isso porque muitos questionaram a escolha de viver a maternidade e continuar trabalhando.

“Apesar de todas as cobranças, sempre estive firme e acreditava que conseguiria conciliar, com o apoio do meu esposo, que foi, e é fundamental. Além de mãe, também precisava da minha carreira profissional. Claro que isso vai depender da escolha de cada um: decida e siga em paz com a sua consciência, sem remorso e arrependimento”, aconselha.

Para Viviane, com um filho de 20 anos, a maternidade adicionou mais desafios a sua vida. Ela conta que, além das constantes viagens a trabalho, o fator mais impactante foi morar longe da empresa e perder cerca de três horas por dia no trânsito.

“Acabei decidindo me mudar para perto do meu trabalho e isso trouxe muito mais qualidade para nossa relação mãe e filho”, destaca.

Daniella relata que não teve o sentimento de culpa que muitas mães têm de voltar ao trabalho depois da licença-maternidade. Ela acredita que isso se dá pelo fato de que atua em um ambiente que gosta e a faz bem.

“Não é a quantidade de tempo que você está com seu filho e sim a qualidade desse momento. Então, sei que existem mães que ficam o dia inteiro, mas não estão realmente presentes porque não há uma troca”, ressalta.

Dificuldade com a pandemia

De acordo com Luciene, a pandemia e, consequentemente, a adoção do home office e as aulas on-line, aumentaram significativamente os desafios de conciliar o papel de mãe e a vida profissional. Ainda assim, para ela, é importante olhar sempre sob uma perspectiva positiva, já que os ganhos também foram grandes.

“Meus filhos são pequenos para entender todas as mudanças, mas aos poucos foram assimilando e ajudando na organização. Fomos experimentando novas estratégias, mudanças na rotina e nos adaptando. Todas as dificuldades são superadas pelo fato de estarmos mais próximos do que nunca”, reforça.

Como as empresas podem apoiar as mães que têm dupla jornada?

Para Daniella, as organizações precisam transmitir segurança para as mulheres sobre o seu retorno ao trabalho. Ela defende que a empresa tem que ajudar a profissional a encontrar o equilíbrio, já que é uma questão de adaptação.

“Percebo isso com a minha equipe: quando oferecemos um suporte e segurança elas performam bem. Sabemos do potencial delas, acreditamos na força e competência dessas profissionais”, afirma Daniella. 

Luciene também defende que as organizações podem e devem ajudar neste momento de transição. Ela conta que durante a gestação e o período de licença muitas mães se questionam: e agora? Será que vou conseguir ser uma boa mãe? Vou conseguir conciliar a minha carreira profissional com a maternidade?

“É importante abordar estes assuntos durante a maternidade e de forma preventiva. A mãe já pode ir se preparando, se planejando para a sua nova etapa de vida. Ela precisa se sentir segura e apoiada”, aponta.

Viviane completa dizendo que ser mãe é uma escolha de cada mulher e isso precisa ser respeitado amplamente. Para ela, não foi fácil chegar onde está. Precisando conciliar todas as rotinas e os desafios da maternidade com seu trabalho, mas com equilíbrio e dedicação é possível vencer as barreiras.

“As empresas podem apoiar a mulher profissional e mãe com iniciativas, como: horários flexíveis, licença-maternidade estendida, programa de apoio com especialistas em cuidados pós-parto, e sempre incentivá-las a evoluir em suas carreiras”, finaliza Viviane.

Pauta publicada em 30/03/2021 e atualizada em 06/05/2022.

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