Aprender x trabalhar: seria o OMNI learning o futuro do aprendizado digital?

Data 18/06/2018
aprendizado digital

O prazo de validade de uma habilidade, que poderia ser de até 30 anos, caiu para 5 anos. A conclusão é do pesquisador John Seely Brown, da Universidade de Michigan. Confirmando a previsão do estudioso, o Fórum Econômico Mundial divulgou em 2017, no relatório “Futuro do Trabalho”, que 65% das crianças começando o primário devem trabalhar em empregos que ainda não existem. Diante desse cenário, é fundamental estimular o aprendizado digital, já que hoje a própria carreira é uma jornada de aprendizagem.

Conforme explica Patrícia Chagas, especialista em aprendizagem corporativa digital, viver, aprender e trabalhar são cada vez mais uma atividade só. Por isso, é preciso que a educação corporativa acompanhe essas transformações. “Diante da aceleração trazida pela tecnologia, que exige das empresas um crescimento exponencial, um novo horizonte se desenha para a Educação Corporativa: o OMNI learning”, comenta.

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A especialista explica que os princípios do OMNI Learning, criado pela HSM, estão alinhados às necessidades de um novo mindset digital. São eles:

Orgânico

O aprendizado ocorre de maneira espontânea, a partir do compartilhamento de experiências, sem a necessidade da presença de um especialista. O formato em que um instrutor ensina enquanto o aluno aprende cai por terra cada vez mais. “Por trás do pensar digital está justamente a colaboração, a generosidade. A Era das Plataformas reúne esses indivíduos organizados em rede e promove a consequente descentralização dos mercados. Nesse contexto, todos são protagonistas e constroem o conteúdo por meio de experiências sociais – digitais e presenciais. O conteúdo não é o centro e não é gerado apenas por especialistas, mas nasce organicamente, colaborativamente, do conhecimento do grupo”, destaca Patrícia.

Mobile

Através da tecnologia móvel é possível obter e gerar conhecimento a partir de qualquer localidade, a qualquer hora e em quaisquer circunstâncias. Assim, o conhecimento se adequa às necessidades específicas de cada um e aumenta a acessibilidade a conteúdos antes impossíveis de serem encontrados, conforme reforça a especialista. “Hoje todos somos mobile. Usá-lo como suporte, plataforma ou ferramenta para experiências de aprendizado é simplesmente oferecer coerência. Afinal, o colaborador já cria e compartilha conteúdos o tempo todo pelo smartphone”, pontua ela.

Não linear

Patrícia ressalta que o aprendizado contínuo ao longo da vida acontece de forma exponencial e não linear, portanto o mesmo deve ocorrer com a educação corporativa. “As áreas de Treinamento & Desenvolvimento devem ser uma fonte de curadoria contínua de conteúdo para apoiar a performance das equipes. Não é preciso produzir mais conteúdo, mas oferecer velocidade de acesso, conteúdo com curadoria e estimular redes de especialistas, comunidades de prática, blogs ou assinaturas de conteúdo atualizado. Afinal todos tem sua PLN, também conhecida como Personal (Professional) Learning Network, que são colegas e amigos de confiança que trocam ideias, conteúdos e conhecimentos relevantes para o aprendizado via Facebook, LinkedIn ou WhatsApp”, completa.

Integrado

“Você está trabalhando ou está aprendendo? Os dois. Sempre”, destaca Patrícia. Ela explica que o modelo 70:20:10 (70% de aprendizado com experiências próprias, 20% com os outros, 10% com cursos) representa uma compreensão cada vez mais disseminada de que as pessoas aprendem não apenas em treinamentos presenciais ou por meio de e-learning. “É algo que o indivíduo experimenta continuamente ao se relacionar com outros. A reflexão sobre a experiência vivida no ambiente de trabalho deve ser apoiada com ferramentas e atividades específicas, proporcionando o aprimoramento da performance dos indivíduos e, consequentemente, da organização. Hoje, a aprendizagem está integrada ao dia a dia da organização, ou seja, não é mais feita apenas de eventos ou conteúdos isolados, separados da rotina”, reforça.

Como a tecnologia está influenciando essa aprendizagem digital? Segundo Patrícia, é ela quem muda as regras do jogo. “É preciso que as lideranças saibam reconhecer os novos caminhos que podem ser trilhados tendo a tecnologia como parceira, facilitadora e que tenham um olhar mais humano e mais colaborativo para despertar, nas pessoas e nas equipes, as habilidades humanas que são motores de inovação”, finaliza a especialista.

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