Podcast Pra Gente: reinventar o RH é o primeiro passo para o pós-pandemia

Data 02/06/2020
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Reinventar o RH será uma constante a partir das transformações impostas pela pandemia de covid-19. No segundo episódio do podcast “Pra Gente”, que traz uma série especial de conteúdos em comemoração ao Dia do RH, o Vice-Presidente de Estratégia e Inovação da Cia Técnica, Cezar Taurion, ressalta que o mundo entrou em definitivo no século 21. Mas o que isso significa?

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Embora, em tese, o início desse novo período tenha ocorrido há cerca de duas décadas, o ex-evangelista da IBM explica que foi a quebra brusca causada pela doença que mostrou de fato como os modelos antigos estavam obsoletos no mundo VUCA.

“O século 20 não terminou quando entrou o ano 2001, terminou agora, quando veio a covid-19 e disse: empresas têm que ser mais ágeis, mais adaptáveis, elásticas. Elas têm que responder rápido às mudanças do ambiente complexo, volátil, ambíguo e incerto, que são realmente o conjunto de características do século 21”, afirma.

Reinventar o RH é vital

Apesar da gravidade do momento, Cezar avalia que ao menos tem servido de lição para as empresas perceberem a necessidade de alinhar o discurso à prática.

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Cezar Taurion, Vice-Presidente de Estratégia e Inovação da Cia Técnica

Segundo o especialista, antes do surto do vírus eram comuns os eventos cheios de executivos orgulhosos de como suas empresas eram digitais. Contudo, diante da crise, foram poucas as que migraram para o home office, por exemplo, de forma natural e descomplicada.

“O que nós vimos foi isso. As empresas falavam muito, mas faziam pouco. Falavam no digital, mas seus modelos organizacionais e suas estruturas hierárquicas ainda eram muito conservadoras”, avalia.

Diante disso, é inevitável a necessidade de atualizar práticas e reinventar o RH, dentre outras rotinas, para manter a corporação alinhada a uma realidade cada vez mais digital.

Novo normal, novo mindset

Reinventar o RH significa adotar uma nova mentalidade e postura, tanto na gestão de pessoas quanto na organização como um todo. Na visão do especialista, implantar novas tecnologias não é suficiente.

“As empresas foram para o digital, mas não transformaram seu mindset. Ter seu funcionário com a câmera ligada para você ver que ele está trabalhando é ver ele do lado, na sua mesa, na sala do escritório físico. Isso não é ir para o digital. Isso é continuar analógico usando tecnologia digital”, esclarece.

Felipe Azevedo reinventando RH
Felipe Azevedo, Vice-Presidente da LG lugar de gente

Na verdade, a adoção de novas ferramentas e a abertura de novas oportunidades de encarar rotinas precisa trazer para a empresa uma mudança de comportamento. É o que explica o Vice-Presidente da LG lugar de gente e apresentador do podcast, Felipe Azevedo.

“A transformação digital passa, acima de tudo, por uma transformação cultural. Com certeza, as empresas que estavam mais bem preparadas enquanto tecnologia estão enfrentando menos problemas hoje do que as que estavam no mundo analógico”, afirma.

Para ele, essa reinvenção do RH e dos processos trata de um novo olhar para a organização que tem foco no resultado e não no controle rígido das pessoas.

Adaptabilidade é fundamental

Apesar de reconhecer que o momento demanda atenção especial, Cezar Taurion acredita que o objetivo das empresas precisa estar de fato no pós-pandemia.

Diante da imprevisibilidade desse novo mundo, o especialista acredita que a capacidade de se reinventar constantemente deve ganhar cada vez mais relevância. Para ele, isso será determinado pela habilidade das empresas em lidar com o universo digital.

“Eu vejo que o grande desafio é como vai ser esse mundo pós-covid-19. Não vai ser 100% on-line, teremos muitas coisas que ainda vamos falar pessoalmente. Somos seres humanos, temos necessidade de ter o contato pessoal, de ter o abraço e essa interação física é importante. Mas também não vai voltar a ser 100% off-line”, reforça.

O papel do RH na adaptabilidade

Nesse cenário, Cezar explica que o RH passa a ser uma área composta por pessoas e máquinas em busca de um objetivo comum. Diante disso, a adaptabilidade se torna o norte da gestão de pessoas.

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“Nesse mundo de mudanças, em que eu não sei o que virá amanhã, se a empresa é adaptável e ágil, as pessoas que estão dentro da organização também precisam ser”, frisa.

Já Felipe destaca a importância de preparar as pessoas para esse processo de reinventar o RH e as demais rotinas. Para ele, o momento é de aprendizado e evidencia novos modelos de trabalho.

“Não só a questão do home office, mas novas formas de avaliação, feedback em tempo real, novos modelos de contratação, de desenvolvimento etc. É importante estar aberto a isso e enxergar como a tecnologia pode ajudar seus processos para se ter mais produtividade, mais engajamento e uma melhor experiência”, completa.

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