Boas práticas de RH: por que apostar na experiência do funcionário?

Data 09/07/2019
experiência do funcionário

Dentre os principais focos dos novos modelos de gestão está a importância de tornar a experiência do funcionário positiva. E não é para menos, já que ser capaz de atrair e manter os melhores talentos é um grande diferencial competitivo no cenário atual, como reconhece Viviane Thomaz, Gerente de Gestão de Pessoas da Gazin. Contudo, o Global Human Capital Trends 2019, relatório anual produzido pela Deloitte, mostra que a grande maioria das empresas ainda falha nesse propósito.

Reunindo a opinião de mais de 10 mil líderes de negócios e Recursos Humanos de 119 países, o relatório conclui que apenas 42% dos trabalhadores estão satisfeitos com a rotina de trabalho e que 53% sentem que suas empresas são capazes de criar trabalhos com significado.

Diante disso, a consultoria sugere que as organizações transformem os esforços voltados à experiência do colaborador em uma busca por oferecer, na verdade, uma experiência humana.

Da experiência do funcionário à experiência humana

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De acordo com o estudo Building Business Value with Employee Experience, realizado pelo MIT através de uma pesquisa global com 281 executivos e divulgado em 2017, empresas bem avaliadas quanto à experiência do funcionário são duas vezes mais inovadoras. Além disso, o levantamento mostra que essas companhias dobram os índices de satisfação do cliente e têm lucro cerca de 25% superior ao de concorrentes que não proporcionam uma experiência positiva.

Contudo, de acordo com o relatório da Deloitte, para alcançar esse patamar, é preciso estabelecer uma conexão duradoura entre empresa e funcionário baseada em carreira, propósito e significado no trabalho.

Encarando o desafio de atrair, treinar e reter talentos, Viviane Thomaz explica que a Gazin tem foco nessa relação com seus profissionais para que eles sejam mais do que empregados. “Investimos em treinamento e desenvolvimento de funcionários novos e antigos para que eles sejam porta-vozes da marca Gazin, divulgando as características da nossa cultura e nos tornando atrativos para o mercado”, pontua.

As ações da rede de móveis e eletrodomésticos, que tem mais de 270 lojas no Brasil e foi eleita novamente como uma das “Melhores Empresas para Trabalhar no Varejo” pelo Great Place to Work (GPTW) 2019, estão além da formação dos colaboradores. No fim de 2018, por exemplo, para a ampliação do centro de distribuição em Porto Velho (Rondônia), a empresa construiu também um mini terminal de ônibus anexo à loja.

Desenvolvida com orientação da prefeitura local, a ideia afetou tanto os consumidores que utilizam o transporte público para ir à unidade como os colaboradores que dependem desse meio para ir ao trabalho e viram o reflexo do posicionamento da marca impactar positivamente a realidade da região.

Medidas como essa se tornam possíveis através do incentivo à participação dos funcionários, o que auxilia não apenas no fortalecimento da relação entre empregador e profissionais como também permite que a organização conheça os anseios do quadro de colaboradores. “Incentivamos o modelo de gestão participativa para que os membros da equipe se sintam importantes no dia a dia e tenham confiança na empresa”, afirma Viviane.

Propagando a marca empregadora

Viviane Thomaz, Gerente de Gestão de Pessoas da Gazin

Uma vez colocado em prática o trabalho para promover a experiência do funcionário dentro da empresa, também é importante fazer com que ela seja conhecida, como esclarece Viviane. “Um dos cases de sucesso da organização é a comunicação sobre a Cultura Gazin, com a marca Jeito Gazin divulgamos os benefícios e oportunidades nos variados canais digitais para que as informações cheguem aos diversos públicos, provando os diferenciais e os motivos pelos quais a marca é única”.

Segundo a gerente, todas as ações de valorização e desenvolvimento estão dentro desta marca que representa a cultura e o funcionário. Porém, quem decide o que é de fato significativo nessa experiência é o consumidor e o colaborador, conforme alerta o relatório da Deloitte. Por isso, Viviane explica que a varejista lança mão das oportunidades que tem para propagar de forma transparente informações como Balanço Social, impostômetro, cartilhas e vídeos.

Além disso, ela conta que a organização usa de palestras em universidades e associações locais para propagar a cultura que permite que a Gazin siga, ano após ano, entre as 10 melhores empregadoras da América Latina ranqueadas pelo GPTW.

Para o Vice-Presidente da LG lugar de gente, Felipe Azevedo, esse processo também tende a recorrer cada vez mais às soluções que surgem com a transformação digital. “Com a tecnologia certa, o RH consegue contribuir não só com automação de processos e mais insights para a tomada de decisão, mas também promover uma boa experiência e aumentar o engajamento”, afirma.

Por sua vez, Viviane lembra que para passar por esse cenário é necessário que a organização e seu quadro profissional estejam prontos para evoluir constantemente, sem perder de vista o ideal da experiência do colaborador: oferecer propósito ao trabalho. Ela aponta os principais desafios nesse cenário: “Ter a capacidade de aprender continuamente, possuir abertura para mudança, fazer com que a equipe esteja aquecida e engajada com capacidade de colocar o cliente em primeiro lugar, se adaptando e superando as demandas dos cenários complexos, convergindo gerações, com significado e ênfase nas transformações mercadológicas”, finaliza.

Saiba mais sobre a experiência do colaborador e os principais desafios apontados por líderes do setor de varejo, bem como suas expectativas para encarar a era digital em 2019. Clique aqui e leia o ebook Gestão de Pessoas e Varejo: 4 desafios dos principais líderes de RH do setor.