Por que está na hora de inserir games na cultura organizacional?

Data 16/12/2019
games na cultura organizacional

As transformações digitais seguem alterando a forma como as pessoas realizam tarefas corriqueiras e isso torna imprescindível que as empresas também recorram ao suporte de novas tecnologias para atualizar seus modelos de negócio. É nesse cenário que a inclusão de games na cultura organizacional vem se mostrando como um movimento estratégico para aprimorar processos e melhorar o desempenho.

games na cultura organizacional

É o que acredita Márcia Ballariny, Professora de Planning for Branding da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-Rio) e Diretora da Planning Estratégia de Comunicação, consultoria que atende o RH de grandes empresas como Embraer, Energisa e Globo.

Como ela explica, o momento atual demanda cada vez mais atenção das companhias com seus colaboradores. “Estamos no mundo da experiência e o funcionário é quem entrega, na prática, a promessa da marca. A área de recursos humanos tem o desafio de implantar o Employee Experience. Uma jornada positiva para os talentos, assim como as empresas já fornecem experiências positivas para os clientes”, pontua.

Diante disso, a especialista aponta as vantagens da presença de games na cultura organizacional. “Os formatos digitais são mais eficientes porque envolvem e aumentam o engajamento. Mesmo em projetos de redução de turnover ou em processos seletivos, as companhias já escolhem profissionais com maior fit cultural (não apenas competências técnicas) justamente usando games e Inteligência Artificial”, destaca.

A importância dos games na cultura organizacional

De acordo com o estudo “10 principais tendências estratégicas de tecnologia para 2019”, promovido pela Consultoria Gartner, a transformação digital exige que as organizações atualizem seus modelos de negócio continuamente.

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Márcia Ballariny, Professora de Planning for Branding da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-Rio)

Diante da velocidade necessária, grande parte dessa mudança só é possível por meio de ferramentas de tecnologia inovadoras. Isso porque a pesquisa aponta para a necessidade de promover inovação contínua, sem deixar de lado a integração dos envolvidos e a entrega, desafio que faz com que o suporte de novas ferramentas seja uma tendência.

Para Márcia, contar com um jogo para colaboradores ou candidatos em processos seletivos, por exemplo, faz com que a empresa vá além ao se aproximar ainda mais da rotina que essas pessoas têm fora do ambiente profissional.

“Os games se encaixam no mix de novos formatos interativos e digitais, que são mais atraentes, engajadores e atingem com maior eficiência especialmente as gerações mais novas. Mas não só elas: atualmente, todos ‘vamos ao banco’ pelo celular, recebemos vídeos no WhatsApp e discutimos política no Facebook.  Então, por que não trazer esse formato para o relacionamento com o empregado?”, argumenta.

Familiaridade entre colaborador e games

Reforçando a afirmação de Márcia Ballariny, os dados da pesquisa The Mobile Game mostram que dois terços dos brasileiros utilizam algum tipo de jogo eletrônico. Realizado em 2019 pela AdColony (representada no Brasil pela Adsmovil) em parceria com a OnDevice, o estudo apontou ainda que 72% dos entrevistados jogam em seus celulares todos os dias.

games na cultura organizacional
Felipe Azevedo, Vice-Presidente da LG lugar de gente

Para Felipe Azevedo, Vice-Presidente da LG lugar de gente, incluir games na cultura organizacional da companhia significa envolver os colaboradores e candidatos em narrativas que, como os números mostram, são parte de suas rotinas.

De acordo com ele, essa familiaridade facilita tanto a inserção dos novos profissionais no contexto da empresa como seu desenvolvimento. “Permitindo que eles aprendam os valores da companhia ou desenvolvam seus talentos de forma lúdica e imersiva, proporcionando uma experiência mobile e interativa, extraindo indicadores assertivos para o RH”.

Mais do que isso, o relatório da Gartner avalia que as soluções que permitem interação e imersão podem contribuir com o aumento de produtividade. Para Christianne Ribeiro, Gerente de Aquisição de Talentos e Business Partner da Administração Central na Cencosud Brasil, adotar o uso de jogos tornou possível melhorar tanto a experiência dos colaboradores como a gestão de dados.

“O game foi uma forma que a companhia identificou que consegue engajar o candidato desde o início do processo, apresentando o que é valorizado pela cultura da Cenconsud de forma lúdica e, ao mesmo tempo em que oferece essa experiência, medindo a aderência do candidato aos nossos valores”, afirma.

Já Felipe Azevedo esclarece que os jogos corporativos podem ser utilizados em diversos processos da gestão de pessoas e trazem muitos benefícios. “Os games possibilitam a redução de etapas dos processos seletivos. Isso porque falam a linguagem das novas gerações, aumentam o índice de absorção do conteúdo, oferecem métricas para avaliar a efetividade dos treinamentos, proporcionam uma melhor experiência ao candidato e melhoram a integração das equipes. Além disso, conferem mais assertividade na gestão de RH por meio de relatórios completos dos gaps e competências dos profissionais, dentre outros”, enumera.

Contudo, para Márcia Ballariny, a realidade da transformação digital tende a fazer com que a presença de games na cultura organizacional das empresas seja cada vez mais natural. “Se estamos on-line na vida pessoal, a tendência é que as empresas aumentem o investimento em plataformas colaborativas ou aplicativos que permitam às pessoas não só se informar, mas interagir entre si e com a empresa. Como profissional de comunicação interna, recomendo e defendo muito as ferramentas que permitam agilidade, clareza, elementos visuais, games e – claro – bom humor no relacionamento empresa-empregado. Lembrando sempre que engajamento é também produtividade e rentabilidade”, completa.

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