Gestão de pessoas na era digital: o que muda para o RH?

Data 15/08/2017
gestão de pessoas na era digital

Para encerrar a nossa série de entrevistas sobre os temas que serão ministrados no 43º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH), que acontece até a próxima quinta-feira (17/08) no espaço São Paulo Expo, em São Paulo (SP), vamos falar sobre a gestão de pessoas na era digital. Em entrevista à LG lugar de gente, a Sócia da McKinsey & Company no escritório de São Paulo (SP), Ana Karina Dias, explica que, hoje, mais do que adaptar as atuais práticas a esse universo, o RH precisa pensar de forma digital. O que isso quer dizer?

gestão de pessoas na era digital

Para Ana Karina, existem alguns cenários em que o RH precisa se reinventar. Por exemplo, quando uma organização tradicional deseja comprar ou investir em uma companhia digital, ou mesmo, quando a própria empresa está entrando no universo da digitalização.

Em ambos os cenários, ela pontua que não basta apenas trazer talentos com as competências desse novo mundo. “Primeiramente, o RH deve se preparar para essas transformações, porque as pessoas que atuam na era digital são atraídas e recrutadas de maneira diferente das que atuam no mercado tradicional. A marca deixa de ter tanta relevância quanto no processo seletivo convencional. Isso porque os valores dessa geração são muito distintos. Para esses indivíduos, as grandes empresas passam a ideia de economia antiga e engessada, e trabalhando lá serão sufocados pelos processos”, explica a especialista.

Como engajar essa nova geração?

Ana Karina reforça que outro ponto de atenção é a gestão da performance. “Essas pessoas têm o comprometimento com o produto final, então elas se preocupam com o impacto e qualidade das suas entregas, e não com o horário do expediente, por exemplo. Muitos estão dispostos até mesmo a trabalhar de madrugada. Então, de que maneira podemos fazer a gestão de performance dessas pessoas? No caso do RH, muda substancialmente a forma de trabalho, já que as lideranças passam a ter um formato mais horizontal, com menos estruturas hierárquicas”, destaca ela.

É possível tornar a gestão mais colaborativa, sem deixar que as equipes percam produtividade? Segundo Ana Karina, quando se fala no assunto, muitas pessoas pensam que gestão horizontal se resume a diversão, mas não é bem assim na prática. “Para que esse tipo de situação não aconteça, é preciso mudar as métricas que visam os resultados individuais para metas do grupo. Nesse cenário, a equipe é quem vai exercer a pressão para garantir que não vai ter ninguém ‘encostado’, pegando carona no trabalho dos outros”, explica a sócia da McKinsey & Company.

De acordo com Ana Karina, outra mudança imposta aos RHs é a forma de desenvolvimento e reconhecimento. “Cada vez mais, as empresas estão buscando aprimorar as competências através de experiências de trabalho. Nesse tipo de cenário, você insere a pessoa dentro de um time e coloca alguém como responsável por acompanhá-la. É o que chamamos de desenvolvimento ‘on the job’. Outro aspecto fundamental é a forma de reconhecimento, que precisa ir além das recompensas financeiras. Hoje, reconhecer alguém significa também oferecer oportunidade de aprendizado e de novas experiências”, completa Ana Karina.

Aproveite também para visitar o estande da LG lugar de gente no CONARH 2017!

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