Gestão humanizada à distância: 5 boas práticas que podem inspirar sua empresa

Data 01/09/2020

Como sua empresa está lidando com as mudanças trazidas pela pandemia? Em tempos de isolamento social, adotar o trabalho remoto foi uma das medidas adotadas para dar continuidade nas atividades das organizações. Nesse cenário, garantir a gestão humanizada à distância é um desafio para o seu RH? Confira as boas práticas da EDP, líder no setor de energia, que podem inspirar sua companhia.

Comprometida com seus colaboradores, clientes e população, a EDP tem acompanhado continuamente a evolução do cenário de covid-19 no país e está promovendo diversas iniciativas de prevenção e de cuidado condizentes com cada momento. É o que explica Fernanda Pires, Diretora de Pessoas, Digital e Sociedade da EDP no Brasil. Conheça algumas boas práticas para a gestão humanizada à distância promovidas pela empresa:

1- Busque se antecipar

Desde muito antes da pandemia, a EDP já vem construindo um trabalho sério e cuidadoso na gestão de pessoas, relata Fernanda: “Procuramos ter uma abordagem ampla, principalmente pelo conceito que trabalhamos dentro da área: um olhar holístico, que vai além do profissional e abrange toda a sua dimensão humana”.

Foi esse caminho que levou a empresa a assumir compromissos e a promover medidas rápidas e eficientes quando a crise se instalou. “Fomos a primeira empresa do setor a colocar todas as pessoas que poderiam fazer trabalho à distância em home office. Nos primeiros sinais, quando a covid-19 ainda não havia chegado ao Brasil, já havíamos criado um comitê de crise, que passou a se reunir diariamente para pensar os riscos, acompanhar o cenário e buscar rapidamente as adaptações”, detalha a diretora.

Fernanda conta que, no início, a pandemia trouxe muitas incertezas e inseguranças para as pessoas. “Resolvemos, então, fazer algumas antecipações: o vale-refeição, o vale-alimentação e o adiantamento do 13º salário, para que a garantia financeira trouxesse uma segurança psicológica, uma tranquilidade. A gente queria dar conforto e um posicionamento rápido de que a EDP não faria nenhum desligamento durante esse período e temos honrado esse compromisso até então”, destaca ela.

2- Ajuste-se aos diversos cenários dos colaboradores

Para garantir uma gestão humanizada à distância, é importante considerar todos os cenários que os colaboradores podem vivenciar na empresa. Para o trabalho remoto, a EDP providenciou as ferramentas necessárias para quem não tinha e passou a fazer uso de seus sistemas on-line. Fernanda conta que as equipes se juntaram para garantir que tudo ocorresse bem. “Registramos o acesso de cerca de 1.800 pessoas simultaneamente, sem muitas intercorrências, o que exige muito das áreas de TI, RH e Infraestrutura”.

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Por se tratar do segmento de energia, nem todos os profissionais da empresa poderiam manter suas funções à distância. Por isso, a área operacional precisou passar por algumas transformações. “Buscamos rapidamente fazer as adaptações necessárias. Nosso centro de operação foi dividido em três turmas, em lugares físicos diferentes. Conseguimos manter o distanciamento, criar protocolos rígidos de prevenção nos locais onde as pessoas precisavam continuar suas atividades e traçar uma nova escala de horários”, esclarece.

3- Tenha a tecnologia como aliada

A diretora acredita que, parte da resposta rápida da organização, deve-se à diferente configuração que a EDP mantém na área de gestão de pessoas. “Nossa estrutura não é composta somente pelo RH. Atuamos junto às áreas de Transformação Digital e de Sociedade que, por sua vez, inclui a Sustentabilidade e o nosso Instituto. Há cerca de três anos, passamos a trabalhar dentro de um conceito mais ágil. Obviamente, isso ajuda bastante em um momento de crise, no sentido de dar uma resposta mais rápida”.

Fernanda lembra que um dos primeiros desafios para manter a gestão humanizada à distância foi a adaptação dos processos de contratação. “No primeiro mês, havia algumas pessoas sendo admitidas. Tivemos que possibilitar a entrada desses profissionais quase 100% à distância, com uma única interação presencial para o exame e a retirada de equipamentos. O onboarding foi totalmente digital, assim como a parte de conteúdo e integração. Foram momentos bastante intensos para o RH, já que precisaram criar todos esses protocolos, adaptar os organismos e adequar os processos”.

4- Crie ou adapte seus programas de RH

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Fernanda Pires, Diretora de Pessoas, Digital e Sociedade da EDP no Brasil

Para garantir uma gestão humanizada à distância, a empresa não economizou ações. Um dos projetos lançados, o “EDP com Você”, trabalha em uma abordagem holística para orientar pessoas sobre inseguranças, angústias e desafios desse período. “Neste programa, o ser humano é entendido a partir de seis pilares: psicológico, físico, social, espiritual, cultural e financeiro. Dentro dessas opções, temos buscado trazer conteúdo para as pessoas”.

Além disso, Fernanda menciona que, há muitos anos, a EDP tem oferecido um programa de suporte psicológico, jurídico e previdenciário, disponibilizado para colaboradores e familiares. “Ele já era muito utilizado, mas agora nós tivemos três vezes mais atendimentos”.

A organização também criou o programa EDP Solidária, com o intuito de ajudar entidades voltadas ao contexto da pandemia que trabalhem em situações de maior vulnerabilidade. “Recebemos 600 inscrições. O edital começou com 1 milhão de reais e terminou com 2,5 milhões, dessa vez com recursos e voluntariado também de nossos colaboradores”, conta a diretora.

5- Aprenda com os desafios

A diretora conta que, por conta das transformações, algumas ações já estão sendo consideradas para o pós-pandemia. “Procuramos olhar para o cenário como oportunidade: o que não faz mais sentido nesse novo contexto? Quais outras práticas, processos e programas que, até então, eram mais difíceis de serem endereçados – até por questões culturais – podem virar oportunidades? Hoje, por exemplo, na EDP, já estamos desenhando funções que serão contratadas 100% remotas”, revela.

Fernanda considera que um dos principais aprendizados gerados por esse momento para todas as empresas é de que a área, muitas vezes, tem receio de tentar novos processos. “Foi preciso passarmos por uma pandemia para experimentar o trabalho remoto. A gente precisa arriscar mais, testar mais e estar mais aberto para o novo. Precisamos realmente entender que a velocidade é outra, que as coisas podem ser feitas a partir de uma nova abordagem e não precisamos esperar para fazer na dor e na necessidade”, conclui.

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