Diminuindo a curva de aprendizado: onboarding para treinar novos colaboradores

Data 02/10/2017
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Segundo estudo realizado pelo site de recrutamento Monster, um novo líder, ao assumir um cargo, leva em média seis meses para se tornar lucrativo para a organização. Nas companhias em que não existe o processo de integração (ou onboarding), provavelmente, esse período é ainda maior e, a cada contratação, as equipes se desequilibram e o rendimento cai.

Se o cenário na sua empresa se parece com esse e o tempo de performance dos novos colaboradores ainda não está aderente às necessidades da sua empresa, você tem um desafio pela frente: diminuir a curva de aprendizado dos novatos. Esse conceito foi citado pela primeira vez pelo psicólogo alemão, Hermann Ebbinghaus, em 1885, e significa a representação do nível de instrução de uma pessoa em determinado assunto ou atividade.

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Representação gráfica da curva de aprendizado

Para a gestão do capital humano, curva de aprendizado é a relação entre tempo e proficiência do funcionário. É natural que, no início da mudança de cargo, a curva esteja menos elevada, mas a tendência é que, com o onboarding e experiência do funcionário, ela cresça.

Onboarding como estratégia para diminuir a curva de aprendizado

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Felipe Azevedo, Vice-presidente e Diretor de HCM da LG lugar de gente, explica que onboarding é o processo de integração de um novo colaborador com uma empresa e sua cultura. O objetivo é capacitar os profissionais recém-chegados da forma mais eficaz possível, para que o colaborador possa começar a produzir no menor tempo possível. “É o momento em que a empresa passa seus procedimentos básicos, valores, missão e até mesmo conhecimentos mínimos necessários para que os colaboradores possam atuar naquela função”, pontua o vice-presidente.

A Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa (AFIP), que conta com mais de 3 mil funcionários, promovia a integração com de seus novos colaboradores desde 2012, porém apenas no formato presencial. Como a ação só era realizada em São Paulo (SP), o acesso dos colaboradores de outras regiões do país às orientações apresentadas era dificultado. Por isso, em 2015, a empresa viu a necessidade de aderir a uma tecnologia que apoiasse esse processo, deixando-o mais dinâmico e acessível.

Para Elaine Campos, Coordenadora de Treinamento e Desenvolvimento da AFIP, por concentrar todos os materiais em uma única plataforma, o onboarding passou a ser mais efetivo. “A barreira geográfica foi superada e quando o novo funcionário chega em sua unidade, ele tem a aula institucional, conhece as práticas de TI da organização, além do foco que damos em medicina e segurança no trabalho, como diretrizes de uso de EPI. Pontos extremamente relevantes para nós”, completa a coordenadora.

Com a evolução no processo, Elaine também percebeu uma otimização na rotina da área de treinamento e desenvolvimento. “Agora, diminuindo a parte operacional dos treinamentos, conseguimos ficar mais focados na gestão do conhecimento e desenvolvimento dos profissionais. Além disso, conversamos com as áreas da AFIP sobre quais são as necessidades particulares e temos a possibilidade de investir nosso tempo em conteúdos complementares”, afirma.

Assim como a AFIP, sua organização também precisa de uma atuação mais forte na gestão do capital humano? Você ainda não sabe por onde começar? Confira o webinar “A revolução na Gestão do Capital Humano: ciclo de vida integrado e People Analytics” para aprender mais sobre o assunto.

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