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Além do salário: por que dispor de um bom plano de benefícios é crucial para atrair e reter talentos

Data 29/06/2021

Você sente que o plano de benefícios torna as pessoas mais motivadas na sua empresa? Observou que, durante a pandemia, os colaboradores estão lidando com novas necessidades? Essa é uma tendência identificada por muitas organizações que, cada vez mais, precisam rever sua cartela de recompensas.

É nesse cenário que se dá a pesquisa Guia Salarial 2021 da Robert Half, realizada com 620 profissionais brasileiros. O estudo aponta que 86% dos entrevistados concordam que seria interessante se algumas vantagens oferecidas pelas suas empresas mudassem. Além disso, 71% consideram o pacote de benefícios antes de aceitar uma proposta e, quando ele não atende a todas as suas necessidades, buscam melhor negociação salarial.

Vale destacar que as mudanças trazidas pela covid-19 não anularam a importância dos benefícios tradicionais, como assistência médica, vale-alimentação e vale-refeição, que seguem sendo os mais valorizados. Para 77,8%, o auxílio médico é considerado o mais importante, sendo também o benefício mais disponibilizado pelos empregadores (85%).

Fica claro, portanto, que o conjunto de benefícios tem sido um importante fator de atração e retenção de talentos nas empresas, mas o seu gerenciamento envolve muitas dúvidas, trabalho e desafios para profissionais de RH. Apesar de ainda relevante, o salário tem deixado de ser o motivo mais decisivo para a entrada ou permanência de um profissional qualificado em uma organização, abrindo espaço para outros elementos.

Nova realidade

Cada vez mais, os profissionais têm buscado empresas que os apoiem diretamente na compra de casa ou carro, no cuidado da sua saúde física e mental, na construção do seu plano de previdência, entre outros. Ainda assim, mesmo os benefícios tradicionais devem ser revistos e oferecidos de forma mais flexível e personalizada.

Manoel Jardim, Diretor de BenTech, plataforma da LG lugar de gente que oferecerá benefícios flexíveis de forma unificada e padronizada, acredita que essas vantagens estreitam os laços com os funcionários. “O que temos visto é que, cada vez mais, a relação empresa-colaborador se fortalece à medida em que existe alinhamento de valores e de propósitos. Os benefícios são uma parte visível dessa relação”.

Ele explica que, quanto mais o plano de benefícios reforça a preocupação e cuidado integral da empresa pelo bem-estar de seus colaboradores, melhor ela será reconhecida por quem realmente importa: o colaborador e sua família.

Jardim garante que, mesmo em um ambiente de muitas regulações, é possível entregar mais do que o salário aos profissionais. “Seguiremos tendo benefícios que estão garantidos pela lei e pelas convenções sindicais, mas tudo em torno se transforma e há espaço para fazer mais pelo colaborador”, diz.

Um bom plano de benefícios

Além das vantagens tradicionais, como vale-alimentação e plano de saúde, outras possibilidades podem ser pensadas de acordo com as demandas de cada organização. “Aqui o céu é o limite, mas destaco todos aqueles benefícios que contribuem para que as pessoas se sintam cuidadas”, afirma o Diretor.

“Em um momento tão crítico como o que vivemos, com significativa perda de poder aquisitivo pelas famílias (mais de 46% das famílias brasileiras tiveram sua renda reduzida pela pandemia) e com alto nível de endividamento, programas de orientação e educação financeira e de acesso a crédito saudável fazem muito sentido”, continua.

O especialista também destaca a importância da convergência e unificação, tendências crescentes na atualidade. “Não podemos deixar de ter atenção com a transformação digital que vivemos, na qual cada vez mais se percebe a concentração de soluções na mesma plataforma. É o que eu chamo de efeito Amazon. As pessoas querem resolver todos os seus assuntos em uma mesma interação”, diz.

“Os bancos, por exemplo, estão investindo muito para oferecer essa experiência. Esse efeito também toca os benefícios. Ninguém quer mais ter um monte de cartões, com senhas e uso super travado, que só permite um tipo de utilização e em um estabelecimento conveniado. Parceiros de benefícios que contemplem essa experiência passam a despertar mais desejo nos colaboradores”, continua Jardim.

No fim, investir em plano de benefícios significa voltar-se à construção de um relacionamento mais estreito entre organização e colaborador. “Os benefícios são a parte mais tangível dessa relação. Vale aquela máxima: seus atos falam tão alto que não consigo ouvir você. Os benefícios devem estar alinhados e devem traduzir o discurso de atenção da empresa por seus colaboradores. Alinhamento é a palavra”, afirma.

Transformações recentes

A pandemia gerou uma série de transformações na sociedade e nas empresas, impactando também o plano de benefícios das companhias. “O período, além de ter sido cruel, ceifando vidas e reduzindo a renda das famílias, antecipou a questão do home office. Veja os benefícios: ela acabou antecipando uma série de medidas inevitáveis, mas que todos vinham adiando. Refeição e transporte, por exemplo, de repente ficaram sem sentido”, explica Jardim.

O especialista atenta para o fato de que, em um ambiente mais avançado, as soluções teriam sido mais rápidas e eficientes: “Se tivéssemos um cenário legal e mais inteligente, esses recursos poderiam ter sido rapidamente convertidos em alimentação e, dessa forma, terem sido usados como uma solução de manutenção de renda para uma boa parte da população”.

Tecnologia é fundamental

A tecnologia tem sido fundamental na criação e disponibilização do plano de benefícios de cada empresa. Nesse sentido, o digital torna-se um grande aliado do RH, dando melhores perspectivas ao colaborador. “Embora pessoalmente eu acredite que tecnologia não é panaceia, aqui a vejo como instrumento indispensável. É nosso dever, como provedores de produtos e serviços para RH, usarmos de todo recurso tecnológico disponível para possibilitar duas coisas: construir plataformas inteligentes que permitam ao colaborador interagir de forma simples e escolher a melhor forma de fazer uso dos benefícios. Além de tornar a operação desses benefícios a mais simples e automática possível, demandando o RH no mínimo, permitindo assim que ele possa, de fato, cuidar das pessoas”, defende o líder.

Além disso, a tecnologia auxilia o processo de oferecer conveniências de forma personalizada e flexível a cada funcionário. “Esse é mais um desafio para o qual precisamos fazer o time de tecnologia trabalhar para resolver. As ferramentas estão aí e vejo aqui forte aplicação para Inteligência Artificial. O comércio digital já incorporou muito disso e precisamos fazer chegar ao dia a dia nas relações do RH com os colaboradores através das plataformas usadas”.

E agora, como oferecer?

São muitos os desafios e dificuldades envolvidos em dispor de um bom plano de benefícios, mas, diante de todos eles, começam a aparecer soluções simples no mercado. “O grande desafio é ouvir, estar atento às reais necessidades dos colaboradores e, ainda, se manter antenado ao que está acontecendo no ambiente em geral”, aconselha Jardim.

“As tendências que vemos no mundo desembocarão, inexoravelmente, nas relações e demandas dos nossos colaboradores. Cabe a nós ouvir, perceber e nos mover antes de sermos demandados. Isso faz toda a diferença”, continua.

Nesse sentido, um bom programa de vantagens ajuda a atrair e reter talentos, pois acaba funcionando como um grande chamariz e estabelecendo um diferencial ante a concorrência. “Não podemos esquecer que o bem-estar das pessoas gera engajamento. Pessoas estressadas produzem crises, atritos e baixa produtividade”, completa.

Custos negociados

Apesar dos ganhos de uma empresa ao investir em um plano de benefícios, muitos RHs ainda se preocupam com as questões relacionadas aos custos. No entanto, Jardim defende que as negociações podem ser feitas de modo que todos saiam satisfeitos. “Já foi o tempo em que se pagava para ter acesso às coisas. Deve pagar pelo acesso aquele que, de alguma forma, vai se beneficiar disso, ou seja, quem vende”, explica.

“Muitos dos benefícios geram receita e lucro para quem os fornece, nada mais justo que quem é remunerado disponibilize o serviço sem custos. É algo que, por exemplo, a telefonia celular adotou. Determinados serviços não consomem o pacote de dados de quem usa. Quem fornece o serviço e obtém receita com isso é que paga. Essa é uma tendência que deve ampliar significativamente a oferta de benefícios”, argumenta.

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