RH e Financeiro: desafio a quatro mãos

Data 10/09/2019

Provavelmente, você já deve ter iniciado o período de previsão orçamentária para o próximo ano, não é? Os custos com pessoas e suas necessidades representam um grande valor dentro da organização e aprovar isso pode ser trabalhoso para a área de Gestão de Pessoas. É nessa hora que RH e Financeiro devem alinhar suas estratégias e equilibrar seus interesses para manter as contas no azul.

Thomas Khalil

Diante disso, Thomas Khalil, Diretor Administrativo e Financeiro e de Gente e Gestão na LG lugar de gente, faz alguns questionamentos e aponta maneiras de como a área de RH pode fomentar essa proximidade e equilíbrio, principalmente em um momento em que os valores falam alto.

“Por que o RH ainda enfrenta dificuldades na hora de defender seu orçamento? Por que a área ainda tem suas ações despriorizadas frente a outras atividades da companhia? Esses temas sempre me intrigaram e, como diretor da área financeira e também de gente e gestão da LG lugar de gente, consigo perceber alguns pontos de atenção que acabam afastando a gestão de pessoas da estratégia do negócio e do próprio financeiro”, pontua.

Proximidade e equilíbrio

Para evitar esse cenário e consequentemente garantir uma aproximação, o RH deve buscar conhecer todos os aspectos e áreas que formam a organização, a fim de exercer seu papel estratégico dentro da empresa. “É válido lembrar que a gestão de pessoas precisa ser prioridade dentro das estratégias do negócio, já que o capital humano é o ativo mais importante de uma organização. Ao mesmo tempo, o capital financeiro é limitado e isso precisa ser levado em consideração para a sustentabilidade da companhia em longo prazo”, diz Thomas.

Considerando as necessidades de fortalecer a área de Gestão de Pessoas e, ao mesmo tempo, atender ao orçamento idealizado pelo Financeiro, o diálogo entre as duas áreas deve ser próximo e construtivo. Para Thomas, “Além de saber priorizar as atividades que fazem mais sentido para a organização no atual momento do negócio, o RH precisa entender as consequências do não cumprimento do orçamento. Ter essa proximidade com o Financeiro e compreender como esse mundo funciona garante mais insumos para a área defender seus investimentos”.

Resultados da colaboração RH e Financeiro

Desse modo, cresce a necessidade de uma coparticipação entre RH e Financeiro no início dos planejamentos, desde a elaboração do orçamento da área até a execução das ações. “Outro ponto relevante é a comunicação entre RH e Financeiro durante a elaboração do orçamento. Se o RH se preocupa em participar do processo orçamentário de forma ativa, detalhando suas iniciativas e justificando o impacto de cada uma delas para o negócio, o Financeiro certamente conseguirá priorizar as ações de maneira mais coerente e assertiva, sem minimizar a importância do RH frente a outras áreas. É um trabalho prévio que depende da iniciativa e colaboração de ambas as partes.”

A aliança entre RH e Financeiro tende a fortalecer toda a organização, visto que não há investimentos sem a aprovação de orçamento e não há desenvolvimento de pessoas sem uma boa gestão. “Tendo essa consciência, a área de recursos humanos certamente manterá um diálogo mais saudável com o departamento financeiro, eliminando as discussões sobre cortes de orçamento e canalizando esforços para a definição de prioridades e para uma melhor alocação de recursos frente às restrições orçamentárias”, afirma Thomaz.

Portanto, enfrentar os desafios a quatro mãos é a fórmula necessária para o desenvolvimento e fortalecimento da área de Gestão de Pessoas. “Trabalhando em parceria, com certeza, o RH terá muito mais chances de implementar e sustentar suas iniciativas, contribuindo para o crescimento do negócio por meio da gestão estratégica dos talentos da organização”, finaliza.

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