Conheça os 6Ds que vão transformar sua organização, segundo a Gallup

Data 03/02/2020
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O baixo índice de engajamento no mercado de trabalho global ainda é uma ameaça, mas a solução para isso pode estar na forma como a organização investe na capacitação de seus colaboradores. Diante de experiências cada vez mais dinâmicas, saber aplicar o princípio dos 6Ds nas metodologias de aprendizagem de sua empresa tem potencial para transformar seu negócio e seus resultados.

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De acordo com um levantamento feito pela Gallup, com mais de 1,8 milhão de empregados de 73 países, um dos pontos cruciais para melhorar a conexão com esses trabalhadores está em atender suas necessidades em meio a uma cultura que os possibilitem ser as melhores versões de si mesmos.

Segundo os dados levantados pela consultoria, empresas que investiram nesse modelo tiveram produtividade 17% maior e alcançaram lucros 21% mais altos. Como uma das justificativas para isso, o estudo reforça que o principal argumento dado para mudanças de emprego é a “oportunidade de crescer na carreira”.

Como transitar pelos 6Ds?

No contexto da Era Exponencial e da transformação que ela traz para o mercado, Renato Curi, Sócio-Diretor da Crescimentum, acredita que o modelo de 6Ds idealizado pelo Fundador da Singularity University, Salim Ismail, é o caminho a ser seguido pelas organizações.

Esse formato, concebido a partir da análise de grandes marcas que transformaram os setores em que estão inseridas, traz em sua essência uma nova abordagem para pontos chave do processo de evolução que podem ser aplicados à trilha de capacitação do colaborador.

D1: Digitalização

Tendo a tecnologia como grande motor das mudanças, o primeiro estágio da jornada dos 6Ds é a digitalização. Como Renato explica, isso tem proporcionado às organizações uma tomada de ação muito mais eficaz. Para ele, o bom profissional de gestão de pessoas está alinhado a esses avanços e é capaz de traduzi-los em ações práticas para o futuro.

Dentre os exemplos, Renato menciona aplicações na gestão de performance em tempo real através de soluções de Analytics. “Temos no Brasil profissionais de RH fazendo coisas incríveis, realmente impactantes e estratégicas, através da tecnologia, usando-a como aliada e não como inimiga. Isso faz toda a diferença”, pontua.

D2: Decepção

A partir daí, o segundo passo é saber lidar com a decepção ou elusividade desses esforços. É preciso ter em mente que esse é um processo contínuo de evolução e que as impressões observadas no curto prazo não são necessariamente proporcionais ao impacto final. Como aponta o relatório da Gallup, bons gestores devem ser capazes de preparar seus colaboradores ao identificar seus acertos e erros, motivá-los a ir além do que acreditam ser capazes, conectando-os com mentores em potencial e reconhecendo seus desempenhos.

D3: Disrupção

Seguindo em frente, o processo de capacitação ancorado no modelo dos 6Ds chega à disrupção. Para Renato, essa pode ser uma etapa complicada por exigir a criação de métodos novos para solucionar problemas tradicionais.

Como ele avalia, a gestão de pessoas ocupa posição de destaque nessa etapa. “O RH é a área-chave que pode impulsionar todo um negócio tradicional rumo a um caminho exponencial. Mas, para isso, vai precisar trabalhar muito e, de uma vez por todas, deixar os velhos paradigmas do DP para trás”, ressalta.

D4: Desmonetização

Esse comportamento leva ao estágio da desmonetização. Enquanto as organizações utilizam a tecnologia para baratear processos e, consequentemente, produtos, o relatório da Gallup mostra que essa mentalidade também tem uma variante no desenvolvimento de pessoas.

Trata-se da oferta de incentivos que vão além do financeiro dentro dos esforços de capacitação e evolução dos funcionários. Segundo os especialistas da consultoria, o desenvolvimento deve deixar de ser visto simplesmente como sinônimo de promoção para se tornar um processo de entendimento real dos talentos, das forças únicas de cada um e da busca por posições onde eles possam ser melhor aproveitados.

D5: Desmaterialização

Já a desmaterialização se alinha a conceitos anteriores para reforçar que as rotinas não dependem mais de métodos tradicionais e, especialmente, ferramentas físicas para serem executados de maneira eficaz.

Para Renato, isso se traduz na substituição de recursos ultrapassados por soluções mobile, por exemplo. “Uma vez que uma tecnologia se torna digital, disruptiva e desmonetizada, ela se desmaterializa. Ou seja, faz com que não seja mais necessário carregar um GPS, uma lanterna ou uma câmera de fotografia e vídeo. Essas tecnologias estão desmaterializadas em forma de aplicativos ou funcionalidades de smartphones e computadores pessoais”, ilustra.

D6: Democratização

Por fim, a jornada dos 6Ds chega ao ponto que o Sócio-Diretor da Crescimentum considera mais importante, a democratização. Para explicá-lo, Renato aponta o exemplo do Google, que tornou um conhecimento, antes restrito ao ambiente físico das bibliotecas, acessível a todos os pontos onde haja uma conexão com a internet.

No mesmo sentido, o relatório da Gallup afirma que é papel de um bom gestor universalizar o acesso a oportunidades de treinamento e desenvolvimento para seus colaboradores.

Conforme indicam os especialistas da consultoria, quando os funcionários repetem as mesmas tarefas todos os dias, sem a chance de aprender algo novo, raramente há algum entusiasmo no ambiente. Por outro lado, quando eles têm a oportunidade de crescer, é natural que trabalhem mais e de maneira mais eficiente.

O RH e um novo mindset são vitais

Ainda que o princípio dos 6Ds estabeleça uma espécie de roteiro a ser seguido para que a organização evolua e seja capaz de acompanhar a velocidade do mercado global em transformação, Renato explica que ele pode ser ineficaz se não for combinado à cultura adequada.

“O que eu acredito é que o primeiro passo para essa transição é a mudança de mindset e de postura de cada um de nós. Se continuarmos apoiando líderes e sistemas autoritários, nossas empresas vão continuar tradicionais e retrógradas (obviamente mais fadadas ao fracasso). Precisamos de uma vez por todas construir empresas que sejam mais ágeis, flexíveis, abertas e diversas, e isso só começará a partir da transformação dos próprios líderes. O resto é consequência de muito trabalho e um pouco de sorte”, afirma.

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Renato Curi, Sócio-Diretor da Crescimentum

Nesse sentindo, o especialista frisa que o RH tem uma tarefa fundamental e precisa ser capaz de combinar a capacidade de atender os desafios de sempre com a busca por novas formas de atuação. “Gosto de pensar que o RH está enfrentando o maior desafio e a maior oportunidade de todas. Se por um lado ele precisa se reinventar e atuar de forma mais colaborativa e sinérgica com o negócio, por outro, a área ainda é a grande responsável por contratar, treinar, remunerar e desenvolver as pessoas que de fato vão fazer as transformações acontecerem”, completa.

Segundo Renato Curi, para que a gestão de pessoas auxilie a empresa a caminhar para o novo momento do mercado com novas metodologias de treinamento amparadas nos 6Ds, é necessário que o setor consiga focar um pouco menos em seus próprios processos e políticas para se preparar para o que está por vir. “É essencial que o profissional de RH consiga conservar o olhar curioso e a mente conectada ao futuro. O tempo todo”, aconselha.

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