Quantidade de mulheres nas empresas influencia nos resultados do negócio?

Data 11/07/2017
evento sobre empoderamento das mulheres

Você está atento à diversidade na sua empresa? Gerenciar a quantidade de mulheres nas equipes pode representar aumento de inovação, criatividade e refletir positivamente nos resultados do negócio. É o que aponta um levantamento conduzido pela MSCI, instituição especializada em pesquisas globais, sobre diversidade de gênero. Intitulado “The Tipping Point: Women On Boards and Financial Performance”, o estudo analisou organizações norte-americanas no período de julho de 2011 a junho de 2016, e chegaram à seguinte conclusão: as empresas que tinham três mulheres no conselho de administração em 2011 tiveram o EPS (Lucro por Ação) de + 37% e ROI (Retorno sobre o Investimento) de + 10%; já as que começaram o período sem diretoras, apresentaram em média -8% em EPS e -1 ponto percentual em ROI.

Observando a importância da representatividade feminina dentro das empresas, muitos executivos têm se preocupado com a quantidade de mulheres em suas equipes e o tratamento dado a elas. É o que confirma o estudo global “Cracking the Code –Revisiting the Executive Pipeline” realizado pela KPMG Auditores Independentes em 2016, com organizações que juntas empregam mais de 680 mil pessoas, em varejo, energia e serviços públicos, financeiros e outros. Segundo o levantamento, todos os CEOs respondentes defendem a necessidade de uma abordagem cultural sobre a pluralidade de gênero, ancorada nos valores das companhias.

Participação das mulheres

evento sobre empoderamento das mulheres

Para discutir o tema, aconteceu o “1º Encontro anual da KPMG de Empoderamento da Mulher em Goiás” na última terça-feira, 4 de julho. O evento contou com a presença de Anete Castro, Diretora-Financeira e de Recursos Humanos da LG lugar de gente; Patrícia Molino, Sócia da KPMG e líder do KNOW; Pollyana Oliveira, Sócia da Prospere Carreira; e Maria Luiza, Gerente Jurídica da BR Home Center e líder no estado do Grupo Mulheres do Brasil.

Marcelo Aquino, Sócio da KPMG e organizador do evento, comentou o porquê dessa abordagem: “Entendemos que as mulheres têm um papel fundamental na sociedade, e isso não é diferente nas empresas. Por isso, precisamos igualar os papéis que são desempenhados sem qualquer tipo de discriminação. Mais do que debate, precisamos colocar em prática o empoderamento feminino nas organizações”.

Anete Castro, Diretora-Financeira e de Recursos Humanos da LG lugar de gente, foi convidada a falar sobre como é esse cenário na companhia. Em sua palestra, a diretora apresentou ações desenvolvidas para os colaboradores e como elas contribuem para o desenvolvimento e bem-estar de todos. “Me senti honrada em ser convidada para falar sobre o empoderamento feminino na LG. Foi importante demonstrar que na empresa não existe distinção de gênero para o colaborador trilhar sua carreira, tanto é que temos uma quantidade considerável de mulheres em cargos de liderança, incluindo a Presidente, Daniela Mendonça”, afirma.

O encontro levou as participantes à reflexão. Monique Galvão, uma das ouvintes, acredita que: “Temas como sustentabilidade, respeito à diversidade, economia limpa já são parte da governança, pois atraem o olhar dos investidores e da sociedade. O respeito ao ser humano e ao indivíduo na sua singularidade contribui para o enriquecimento das equipes com diferentes visões de mundo. Diversidade é cor, é liberdade, e o profissionalismo está além disso”.

Quer saber mais sobre o tema? Confira nosso post “Qual a importância da gestão da diversidade nas empresas

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