Quem é o responsável pela gestão do capital humano?

Data 26/06/2018
capital humano

RH e líderes trabalham cada vez mais em conjunto. A conexão das áreas em uma empresa, principalmente no que diz respeito a gestão de pessoas, está pautando importantes estudos, como o “Tendências de Capital Humano 2018” conduzido pela Deloitte, que apresentou como urgente a sinfonia do corpo C-Level, diferentemente do que acontece atualmente, em que CEO, CFO, CHRO e outros lideram apenas a sua área. No mesmo sentido, a pesquisa “Reinventando a organização para a era digital”, organizada pelo The Conference Board em 2018, apontou que atrair e desenvolver talentos é o tópico número um na mente dos CEOs.

Jeise Moreira discutiu o assunto em sua palestra no HR Strategic Advisory Board (HR SAB). Segundo a profissional, que é Head de RH da RHI Magnesita, empresa de indústria de refratários, as organizações que buscam crescimento estão sendo impulsionadas a mudarem seus estilos de gestão. “A transformação digital deu autonomia e liberdade para as áreas, mas elas ainda precisam trabalhar como uma orquestra em que todos os músicos são fundamentais para o resultado final da apresentação”, comenta a Head.

Nesse cenário de mudanças, principalmente para líderes e RH, Jeise possui experiência. Ela percebeu a necessidade de uma gestão mais coesa quando a empresa em que atua passou de familiar para multinacional. “Essa alteração fez com que tivéssemos que evoluir principalmente na gestão de capital humano, pois não poderíamos mais atuar de forma mecânica: precisávamos otimizar processos e transferir a responsabilidade dessa gestão para as lideranças, algo que parece óbvio, mas que ainda falta em muitas companhias”, comenta ela.

Por que lideres devem assumir a gestão do capital humano?

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Para a especialista, os líderes são a ponte entre o negócio e as pessoas e têm papel de relevância no que diz respeito à gestão de pessoas. Afinal, estão mais próximos dos colaboradores, conhecem melhor a necessidade profissional e as habilidades requeridas para cada cargo. “Ao mesmo tempo, possuem mais contato com a estratégia da organização, sabem das necessidades do negócio e das diretrizes da alta gestão”, complementa Jeise.

Por sua vez, o RH é a ligação de todas as áreas e o gerenciador das ações de desenvolvimento das equipes de forma global, buscando estar próximo dos líderes, dando base e ferramentas, como o e-learning e aplicativos mobile, para as áreas operarem suas funções com o máximo de eficiência.

Como o RH pode preparar líderes para assumir a responsabilidade?

Jeise sugere que o RH faça pesquisas com as lideranças, procure por feedbacks de suas iniciativas e ouça líder e colaborador constantemente. “O principal é se posicionar como parceiro, que se preocupa com os resultados das áreas e, consequentemente, com o da organização”.

Outra recomendação importante é em relação às diversas gerações que trabalham no mesmo ambiente. Uma das práticas que podem auxiliar RH e equipes é a mentoria reversa, que consiste em colaboradores mais novos ensinarem os mais velhos, principalmente sobre ferramentas tecnológicas.

Por fim, a reflexão que Jeise faz é que uma mudança cultural realmente demora, porém é necessária a insistência nesse preparo da gestão do capital humano da organização. “Em muitos eventos sobre RH dos quais participo, a importância dessas ações para potencializar resultados de pessoas nas empresas é unanime. Porém, infelizmente, ainda vejo que muitas companhias não conseguiram tirar essa estratégia do papel”, finaliza a Head de RH da RHI Magnesita.

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