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Carreira de TI: os desafios da jornada e as tendências de mercado

Data 26/10/2021
Mulher na carreira de TI

Você já percebeu que o setor da informação está em destaque no mercado? Seja devido à grande revolução tecnológica que estamos vivendo nos últimos anos, seja pelas posições e cargos que vêm sendo requisitados cada vez mais pelas empresas, o fato é que a área está em ebulição. Por isso, discutir os rumos da carreira de TI é fundamental para que as organizações se preparem e os colaboradores da área acompanhem as mudanças do mercado.

Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), foram abertos 52.743 novos empregos na área somente no primeiro trimestre de 2021. O crescimento é de 300% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Com o intenso movimento do setor e aproveitando o mês de outubro, em que se comemora o Dia do Profissional de Tecnologia da Informação, esse foi o assunto discutido no episódio #35 do podcast Pra Gente. Rogério Davi, Diretor de Sucesso do Cliente na LG lugar de gente, juntamente com José Ribeiro, Head de TI da SGS Brasil, debateram a temática “TI em foco: Desafios de carreira e tendências de mercado”. Confira os principais insights:

Impactos da pandemia

Assim como todos os aspectos das organizações, a carreira de TI também foi impactada pela pandemia. Ao passo que o departamento já estava habituado à tecnologia, existiam outras questões a serem pensadas. José conta que a SGS entrou nesse período com uma vantagem: a empresa já estava ambientada para o digital.

Dessa forma, o principal desafio seria adequar rapidamente à nova realidade, a partir de um tripé estabelecido para sua área. “Todas as empresas do Brasil e do mundo tiveram que se adaptar do dia para a noite e fizemos isso a partir de três pilares”. Confira detalhes sobre cada um deles:

  • Interconectividade: para que a tecnologia possibilitasse a comunicação com líderes, liderados e pares.
  • Produtividade: que diz respeito a como acompanhar o desempenho desses profissionais sem o olho no olho, em um momento que se tornou de longo prazo.
  • Segurança: já que no espaço corporativo todos os funcionários estão em uma rede controlada, mas a partir do momento em que foram para casa, isso ficou muito em foco.

Mudança na carreira de TI

A tecnologia não chegará a um formato definitivo. Por isso, com novidades tomando lugar a todo momento e a chegada da Indústria 4.0, a carreira de TI tende a ser bastante movimentada. Dessa forma, a aprendizagem contínua é fundamental para aqueles que querem crescer nesse panorama. “Tem um conceito ágil que incentiva a experimentação e o erro, até que você tenha aprendido. Eu, particularmente, tenho a filosofia de experimentar com cuidado para tentar acertar. É um pouco diferente de como agem as startups no mercado”, defende José.

O Head de TI acredita que cada empresa tem suas peculiaridades e elas devem ser entendidas no processo de crescimento. “Existem instituições com muito tempo de atuação, como a nossa, que é centenária, e tem as startups, que vem com um modelo ágil de inovação e disrupção. Não dá para uma empresa como a SGS simplesmente se transformar e tentar imitar uma startup”, conta.

Ele explica que, ainda assim, todas as companhias devem encontrar formas de estar à frente para enfrentar o futuro. “Na verdade, a gente precisa adaptar nosso processo, nos tornarmos mais digitais e tentarmos estar preparados para o mercado, dentro de um ecossistema em que não há mais um concorrente direto conhecido. Ele pode ser qualquer um com uma boa nova ideia”, compartilha.

Esse cenário que se forma afeta diretamente os profissionais de TI que, para José, devem ser mais dinâmicos, cultivar a mente aberta e conhecer muito do negócio. “Estamos em um momento de adaptação para esse novo mundo”, afirma.

Expansão da carreira do profissional de TI

Ao longo dos anos, a carreira de TI deu passos significativos e se tornou cada vez mais estratégica para as organizações. Nesse sentido, José identifica três fases dessa trajetória:

1. Criação de um ambiente digital

“A primeira consistia em criar um ambiente digital, ou seja, pegar os recursos que a gente tinha e digitalizar. Por exemplo, há 30 anos, o objetivo das empresas era tirar a máquina de escrever e implementar o computador. Há 20, era colocar as informações do papel na plataforma. A TI estava em busca de implementar sistemas e rotinas que pudessem automatizar os processos da organização”, pontua.

2. Ter um ponto de apoio para tomada de decisão

A segunda fase surgiu entre 15 e 20 anos atrás, com a área se tornando um ponto de apoio na tomada de decisão. “Nesse período, tivemos o ‘boom’ do Business Intelligence (BI), com muito investimento no que diz respeito a ter informações precisas. Ali, nos tornávamos próximos do negócio”, detalha.

3. TI estratégica

Agora, em sua terceira fase, o departamento torna-se inseparável do negócio. “Estamos em uma revolução em que a TI e o negócio se confundem. Com a chegada do 5G no mundo e, muito em breve, no Brasil, a tendência é que a tecnologia seja o core business das organizações. Soluções como Internet of Things (IoT), analytics, informação real time de todos os ambientes, inteligência artificial (IA), robôs, isso tudo transforma a empresa”, conclui.

Vale destacar que as etapas acima não significam que a carreira de TI pulou de um ponto a outro. Pelo contrário, todos os cenários continuam existindo, mas os papéis ganham maior complexidade e importância. “Temos um desafio para os próximos anos, inclusive, o profissional deve se qualificar para isso”, recomenda.

Muito estudo e aprofundamento

José acredita que a principal dica para uma carreira de TI bem-sucedida é conhecer verdadeiramente o negócio da companhia. “Nesse momento, as tecnologias deixam de ser standard, que servem para todas as organizações, e passam a ser flexíveis, se modificando a cada contexto. Se o trabalhador é capaz de identificar o mercado em que atua, entender a empresa em que ele está e conhecer bem o negócio, certamente vai ter boas possibilidades na jornada”, afirma.

Por fim, Rogério Davi sugere que o importante é não ficar parado. “Um profissional completo terá mais oportunidades, inclusive em outras áreas, como departamento de negócio e comercial. Se o mundo está atravessando um momento de transformação digital e inovações tecnológicas e a pessoa entende disso com uma certa profundidade, ela será muito valorizada, seja na própria área ou em outros setores críticos. O universo é muito grande para o profissional de TI que se dedica. Ele terá muitas chances dentro da empresa que estiver fazendo parte”, conclui.

As mudanças rápidas e constantes são uma realidade não somente na carreira de TI, mas também em outras profissões cruciais para o crescimento das organizações. Por isso, o RH deve estar atento e acompanhar o mercado. Quer ficar por dentro das tendências para gestão de pessoas? Assine nossa newsletter gratuitamente e receba semanalmente novidades da área.

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