7 tendências para impulsionar o crescimento das empresas em 2020

Data 26/12/2019

A atenção à tecnologia é cada vez maior e não é para menos, já que 90% da informação global foi criada nos últimos dois anos e 26 bilhões de dispositivos inteligentes estão em circulação atualmente. Contudo, mesmo diante do contexto de profunda transformação digital, o crescimento das empresas em 2020 segue intimamente atrelado ao fator humano.

Crescimento das empresas em 2020

É o alerta do relatório Global Marketing Trends 2020 desenvolvido pela Deloitte. A partir de entrevistas com 80 especialistas ao redor do mundo, a consultoria identificou sete tendências cruciais que toda organização deve manter em foco para preservar e cultivar suas conexões humanas em um mercado cada vez mais digitalizado.

Para o Professor e Fundador da Responsabilidade Humanística, Dante Gallian, as marcas que não investirem nessas conexões estarão sujeitas a impactos negativos. “Respondo a partir da minha expertise e foco na formação humana e na humanização. Esses elementos, a meu ver, determinam a base de toda e qualquer ação impulsionadora no âmbito corporativo. Se o fator humano não estiver na raiz de qualquer proposta ou propósito, esses nunca poderão prosperar realmente”, afirma.

Confira a seguir 7 tendências chave para impulsionar o crescimento das empresas em 2020 e por que elas são tão relevantes:

1 – Propósito como fator de crescimento

Como explica Dante, para refletir sobre os fatores que podem influenciar diretamente o crescimento das organizações, é necessário manter uma perspectiva humanística. Nesse sentido, o relatório da Deloitte coloca o propósito como o alicerce de qualquer negócio.

Sendo assim, os especialistas da consultoria ressaltam que as marcas que lideram e se estabelecem em torno de objetivos reais são capazes de estabelecer relações duradouras de lealdade, consistência e relevância nas vidas de seus clientes.

Crescimento das empresas em 2020
Dante Gallian, Professor e Fundador da Responsabilidade Humanística

Para isso, Dante esclarece a importância de saber por onde começar. Ele explica que isso significa entender antes de tudo o que move o líder para só depois definir os objetivos da organização.

“Para se propor propósitos mobilizadores e eficazes no âmbito profissional e corporativo, o líder deve ter claro quais são seus propósitos pessoais e compreender a forma como esses últimos se harmonizam com os primeiros”, aponta.

Segundo o especialista, ignorar esse processo pode levar a uma desordem estrutural que pode refletir não apenas no desempenho profissional do líder, mas em sua vida como um todo.

2 – Experiência humana é essencial

Apesar dos esforços das empresas para otimizar processos replicando comportamentos com tecnologias de automação e Inteligência Artificial, especialistas insistem que pontos essenciais das conexões humanas, como a empatia, não podem ser substituídos.

É o que também acredita Dante Gallian. Para ele, isso se traduz na valorização da experiência humana. “Ou seja, pensando na construção e/ou aperfeiçoamento do líder, a valorização da experiência humana apresenta-se como essencial. Para além dos conhecimentos e habilidades técnicas indiscutíveis, é preciso encarar a experiência, a vivência afetiva, intelectual e a ética do líder como fonte privilegiada de saber”, avalia.

Sendo assim, o crescimento das marcas em 2020 também deve passar pela compreensão da dimensão real desse investimento, incluindo na consideração de como a companhia está ligada ao que o líder e seus colaboradores experimentam fora do horário de trabalho.

“Para além do conhecimento acumulado, é preciso também investir na vivência de novas experiências em nível profissional, mas também, e principalmente, naquelas que transcendam essa dimensão. Neste aspecto, penso, por exemplo, naquelas resultantes da vida familiar, social e cultural”, pondera o Fundador da Responsabilidade Humanística.

3 – Fusões são inevitáveis

O crescimento de tecnologias hiper conectadas e do uso de soluções em nuvem está dissolvendo barreiras entre diferentes áreas de negócio. Por isso, o relatório da Deloitte aponta que esse processo de fusão é inevitável.

Apesar de trazer consigo o risco da disrupção causada por novos concorrentes até mesmo para líderes do mercado, os especialistas ressaltam que isso oferece às organizações a oportunidade de desenvolver soluções que tenham uma conexão mais duradoura com as necessidades humanas. Isso, no entanto, exige a escolha cuidadosa de parceiros.

Mesmo assim, Dante Gallian alerta para os riscos de uma supervalorização das ferramentas. “Devemos tomar cuidado para não nos deixarmos envolver pela “mística tecnológica-digital. A Inteligência Artificial e outras transformações digitais estão na ordem do dia e, de certo, são coisas que vieram para ficar, para, em grande medida, dinamizar, acelerar e facilitar a vida no âmbito empresarial, além de ser um fator de diminuição efetiva de custos. Entretanto, não podemos ‘jogar o bebê junto com a água da banheira’, ou seja, devemos tomar cuidado para que, ao se entregar completamente para as maravilhas da tecnologia, não comprometamos a base essencial de qualquer empreendimento humano que é a própria humanidade”, afirma.

4 – A bilateralidade da confiança

Outro fator que tem se transformado é a confiança. A pesquisa feita pela Deloitte mostra que o crescimento das marcas em 2020 estará ainda mais relacionado à percepção de quão bilateral essa relação se tornou, envolvendo o negócio, seus clientes, colaboradores, parceiros e governos.

Diante disso, Dante pontua que a reflexão deve começar na pessoa do líder. “O autoconhecimento funde aspectos complementares como a confiança. Para confiar nos outros, é preciso primeiro confiar em si mesmo”, salienta.

Além disso, a nova realidade oriunda da transformação digital também aumenta a responsabilidade das organizações com esforços de segurança da informação. A falta desse comprometimento com os dados de seus parceiros e clientes tende a abalar profundamente a relação de confiança.

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5 – Estimule a participação

O valor da participação dos clientes da organização no negócio está em seu ponto alto conforme explicam os especialistas responsáveis pelo relatório da Deloitte. Isso fez com que marcas percebessem a importância de estimular que seus públicos interno e externo atuem como evangelistas de seus valores.

Segundo o relatório, as companhias que estão usando esse envolvimento a seu favor têm como objetivo o mesmo resultado. Elas buscam integrar a voz, a experiência e a influência de seus clientes para moldar e informar de forma direta como seu propósito é entregue.

Essa prática resulta na aceleração do crescimento, com o cliente indo da experimentação à lealdade. Para Dante, isso também passa pelo autoconhecimento. “A participação pressupõe visão de sentido e estímulo”, ressalta.

6 – Saiba valorizar seus talentos

Uma das tendências mais importantes para o crescimento das empresas em 2020 será a capacidade de valorizar seus talentos em um mercado cada vez mais competitivo. Isso significa esquecer o estereótipo do trabalhador que sai de casa diariamente apenas para bater seu ponto, cumprir sua carga horária e voltar.

Conforme aponta a análise feita pela consultoria, o pessoal de qualquer empresa é, na verdade, definido por seus talentos, o que inclui um apanhado de indivíduos cada vez mais diversos.

Por isso mesmo, é importante que a empresa reconheça que sua força de trabalho é composta por pessoas de diferentes realidades, carregando perspectivas, experiências e objetivos distintos.

7 – Difundindo a agilidade

 O estudo feito pela Deloitte ressalta que, para alcançarem e manter uma vantagem competitiva em meio à complexidade do cenário atual, as companhias precisam de modelos adaptativos para acompanhar a velocidade da cultura.

Com esse fim, é importante ser capaz de adotar uma mentalidade e processos ágeis, aumentando a proximidade de suas equipes. Nesse contexto, o líder se mostra como uma figura fundamental, sendo o exemplo a ser seguido.

É o que explica Dante Gallian: “O líder deve mostrar com sua própria experiência esse movimento, pois o engajamento não se sustenta apenas com belas palavras, mas com atitudes. É na medida em que ele mesmo se engaja nesse processo humanizador de autoconhecimento e transformação, que o líder inspira, influencia e arrasta seus liderados”.

O fundador da Responsabilidade Humanística reforça que, mesmo com a adoção de novas tecnologias, o crescimento das empresas em 2020 ainda dependerá em grande medida de como essas ferramentas são integradas ao fator humano. “Um cérebro digital pode ser muito mais potente que um natural, mas lhe falta um componente que não pode ser reproduzido nem substituído, que é a alma, o afeto, o sentimento, a intuição. E aí está a chave da criatividade, da inovação e da própria humanização”, completa.

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