Mudanças devem ser acompanhadas por RH

Data 03/08/2016

Por Cíntia Bortotto*

O mundo mudou, mas o departamento de RH não tem caminhado na mesma velocidade para lidar com essas alterações que se refletem nas organizações. Por exemplo, o mundo tem trabalhado em rede. Nossas respostas, por sua vez, permanecem hierárquicas. O mundo prevê flexibilidade. Nós atuamos em um modelo de respeito às leis trabalhistas, que são inflexíveis e arcaicas. O mundo tem falado em colaboração. Nós trazemos modelos altamente competitivos. Os modelos e os negócios vêm passando por profundas transformações, mas nós não temos conseguido reagir a essas mudanças a contento. Enfim, temos dado respostas iguais a problemáticas diferentes.

O papel do RH deve ser o de pautar políticas e ferramentas que proporcionem reflexões, autoconhecimento, trabalho em rede, ambientes colaborativos, mediação de diferentes gerações coexistentes no mesmo ambiente de trabalho, inclusão e escuta da diferença.

Por isso, o setor deve ser criativo e antecipador, para trazer respostas que cuidem de tudo isso e de uma geração que precisa de feedbacks mais imediatos, job rotation, trabalhos globalizados. O RH tem que trazer à tona o "poder" de dentro das pessoas, e trabalhar a liderança para que deem autonomia e espaço para elas. Ele assume, então, papel de ‘empoderar o humano na organização’, seja na liderança, nas reflexões de estruturas, nos processos ou no desenvolvimento dos talentos instaurados em cada um.

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Considerando o momento da economia pelo qual passamos, o RH hoje deve ser um misto de cuidador dos custos e investimento em pessoas. Na crise, fazer mais com menos, ou fazer mais com nada, é o que nos resta. Cabe ao nosso segmento ser inovador e lançar mão de programas e parcerias para desenvolver as pessoas, dar feedback e rever estruturas a fim de reduzir custos de forma estratégica.

No futuro, as avaliações de desempenho serão gameficadas. O plano de sucessão será muito mais amplo e considerado em rede. O desenvolvimento será globalizado, processos de coaching e mentoring serão básicos e mais difundidos, as barreiras serão menores. Os horários tendem a ser cada vez mais flexíveis, os ambientes de trabalho integrados com os pessoais, home office, difundidos, locais de reuniões descontraídos e a vida no trabalho será bem diferente. Muitos empregos serão substituídos por robôs e o valor será atribuído a tudo que é mais pensante e humano.

É preciso que quem trabalha com RH esteja preparado para lidar com tudo isso. Siga confiante e boa sorte! 

*Cíntia Bortotto é especialista em Recursos Humanos e possui vasta experiência na condução e desenvolvimento de líderes

Esse artigo foi publicado inicialmente no site Diário do Grande ABC

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