Pesquisa diz que 75% das empresas no Brasil pensam em substituir funcionários

Data 14/09/2015

Levantamento feito com as 500 maiores empresas do país indicou que três em cada quatro delas está analisando o desempenho de seus funcionários para fazer substituições.

O cenário é resultado da crise econômica, na visão da consultoria de recrutamento Page Personnel, responsável pelo estudo. Com a alta do desemprego –atualmente em 8,3%, um aumento de 23,5% entre abril e junho deste ano– há mais profissionais qualificados disponíveis no mercado.

Com a oferta abundante, as organizações têm mais opções para buscar o perfil mais adequado para suas necessidades. Pressionadas pela instabilidade, as empresas buscam otimizar ao máximo seu quadro de funcionários, dispensando aqueles cuja performance não atende às expectativas.

"O desempenho fala mais alto em momentos de crise. As empresas precisam ser extremamente competitivas para se manterem atraentes no mercado e isso só é possível com funcionários eficientes e que entreguem resultados satisfatórios. Quem não estiver atendendo às exigências nesse momento pode entrar no radar da substituição", afirma, em nota, Ricardo Haag, gerente executivo da Page Personnel.

Não há um setor ou perfil específico em risco, de acordo com a consultoria. Por isso, as recomendações são gerais: quem vê o cenário como uma oportunidade para conseguir um novo trabalho precisa atender aos requisitos mínimos de dominar um segundo idioma, ter conhecimento técnico e objetivos claros.

Outro lado

Se as empresas estão buscando mudanças, os funcionários priorizam estabilidade. De um universo de 35 mil entrevistados pela Page Personnel entre fevereiro e agosto deste ano, apenas 25% aceitou trocar de emprego.

"Em cenários de instabilidade as pessoas costumar ficar mais receosas e cautelosas, são mais conservadoras. Preferem continuar no emprego atual a ter de apostar no novo e em algumas ocasiões, incerto. Temos observado esse comportamento em candidatos de todas as áreas e níveis de experiência", diz Haag, em nota.

Essa notícia foi publicada no site do Diário do Comércio, em 11/09/2015

Compartilhe:

Comentários